"VOINHO"

Geraldo Victorino de França é engenheiro agrônomo, professor aposentado da Esalq/USP – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Foi casado com a professora Zilda Giordano Victorino de França, tiveram 4 filhos, 12 netos e cinco bisnetas. Os verbetes surgiram como um hobby,enviados pela Internet aos filhos e netos. São curiosidades e notas explicativas sobre temas diversos. Como são assuntos interessantes e educativos, surgiu a ideia de compilá-los num livro. Muitos desses verbetes já foram publicados na Enciclopédia Agrícola Brasileira, editada pela Esalq/USP e também na coluninha PLANETA TERRA que era publicada aos sábados no Jornalzinho, suplemento infantil do JORNAL DE PIRACICABA. Também já colaborou na coluna PECADOS DA LÍNGUA, coordenada por Elisa Pantaleão, veiculada aos sábados no jornal A GAZETA DEPIRACICABA.
É membro da Academia Piracicabana de Letras - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior

“Voinho” é o apelido carinhoso como é chamado pelos netos e bisnetas.

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Aprenda com o Voinho

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Geraldo e Zilda ( Voinho e Voinha)

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Aprendendo com o Voinho

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by Mara Bombo

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

CONHECENDO AS PLANTAS HERBÁCEAS



Geraldo Victorino de França (Voinho) 

As plantas herbáceas ou simplesmente ervas são plantas não lenhosas, cujas partes aéreas vivem menos de um ano ( as partes subterrâneas podem ser perenes ), o que limita  o
seu tamanho. Compreendem grande número  de plantas cultivadas, com destaque para:
               a) Cereais - trigo, arroz, milho, aveia,centeio, cevada, etc.
               b) Plantas forrageiras - alfafa, capim-colonião, capim-jaraguá, capim-gordura, etc.
               c) Outras culturas - cana-de-açúcar, algodoeiro, mandioca, etc.
               d) Leguminosas - feijão, amendoim, ervilha, soja, etc.
               e) Hortaliças - tomate, batata, couve, repolho, etc.
               f) Floríferas - cravo, dália, lírio,  roseira,etc.
    Cabe mencionar também as chamadas ervas daninhas - que crescem em locais onde sua presença não é desejada, como entre as plantas cultivadas. As ervas daninhas prejudicam   cultura pela concorrência em água e nutrientes o solo. Exemplos: picão, carrapicho, caruru, tiririca, etc.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

CONHECENDO OS TIPOS DE REVESTIMENTOS DOS ANIMAIS



Geraldo Victorino de França (Voinho)

O corpo dos animais é revestido por diferentes tipos de órgãos, tais como: pele, pelos, penas, escamas, espinhos.
                 1.Pele. A pele é a membrana que recobre o corpo de muitos animais. No caso dos vertebrados, a pele apresenta duas camadas: a externa ou epiderme, a interna ou derme, além de anexos: pelos, penas, escamas, unhas, espinhos, etc. Cabe destacar a pele grossa dos paquidermes: elefante, hipopótamo, rinoceronte.
                  2. Pelos. São excrescências filiformes da pele de certos animais, principalmente
mamíferos. Os animais das regiões frias, como os ursos, às vezes renovam sua pelagem à entrada do inverno ( muda ). Certas espécies  caracterizam-se por pelos lanosos ( carneiro ), picantes ( ouriço ), de dois tipos ( coelho ), ou pela ausência de pelos ( baleia ). Os pelos de certas lagartas são venenosos.
                 3. Penas. São órgãos característicos das aves. As grandes penas das asas e da cauda sustentam a ave em voo. Certas aves têm penas de tipo especial, como o pavão macho e o avestruz.
         4. Escamas. São placas duras que, associadas a outras placas semelhantes, constituem o revestimento protetor de todo ou de parte do corpo de muitos animais. Os mamíferos que possuem escamas são os Desdentados ( tatu, pangolim, etc. ), mas alguns Roedores ( castor ) têm cauda escamosa. Dobras escamosas cobrem todo o corpo dos Répteis ( lagartos e cobras ). Os Peixes têm o corpo revestido por escamas de vários tipos: independentes ou imbricadas, de bordo livre dentado ou arredondado.
          5.Espinhos. São excrescências da pele de certos animais, como ouriço-cacheiro e porco-espinho; servem como arma de ataque e defesa.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

CONHECENDO O RELEVO TERRESTRE



Geraldo Victorino e França (Voinho)

 Dá-se o nome de relevo às desigualdades da superfície terrestre, representadas por três formas básicas: a) elevações; b) vertentes; c) depressões.
        As elevações se destacam na paisagem por sua maior altitude, em relação ao nível das formas vizinhas. Quando isoladas, recebem os nomes de colina, morro, montanha. Quando
agrupadas, são denominadas serra, cordilheira ou cadeia de montanhas.
      Vertentes ou encostas são as  superfícies laterais inclinadas que limitam as elevações, ligando o cume à base. Quanto à forma, as vertentes podem ser: a) planas; b) convexas; c) côncavas.
       Quando duas vertentes se unem pela parte superior, formam uma crista, espigão ou divisor de águas; quando se ligam pela parte inferior, formam um vale, em cujo fundo ou talvegue correm os rios. Se a passagem é estreita e escarpada, recebe o nome de garganta ou desfiladeiro.
        As depressões se caracterizam por sua menor altitude, em relação às formas  vizinhas. É a posição ocupada por lagos, lagoas e pântanos.
       Quando a superfície do terreno  é relativamente uniforme, recebe os nomes de; a) planície, se situada à baixa altitude; b) planalto, se situada à grande altitude.
         As vertentes costumam apresentar declividades ou inclinações muito diferentes, de modo que se pode distinguir, na superfície do terreno, áreas com relevo ora mais, ora menos ondulado. Para a sua descrição, usam-se cinco classes de relevo: a) plano; b) suavemente  ondulado; c) ondulado; d) fortemente ondulado; e) montanhoso.  

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

CONHECENDO AS ADAPTAÇÕES DOS BICOS DAS AVES



Geraldo Victorino de França (Voinho)

Dá-se o nome de bico à região bucal das aves, formada por duas mandíbulas ósseas,
cada uma revestida por um estojo córneo, pontudo ou cortante.
        A forma do bico das aves geralmente está adaptada ao regime alimentar. Exemplos:
                 a) o pica-pau tem um bico apropriado para furar a casca das árvores, a fim de buscar insetos para a sua alimentação;
                 b) o bico em forma de funil do noitibó capta, em pleno vôo, os insetos dos quais se alimenta;
                 c) a espécie de peneira formada pelas denteações do bico e da língua do pato, re-
têm os minúsculos animais que se encontram na lama;
                 d) o bico fino e alongado do beija-flor lhe permite aspirar o néctar das flores;
                 e) o pelicano tem um bico longo que sustenta, inferiormente, um verdadeiro saco de provisões;
                  f) a garça tem um bico em forma de lança, para apanhar peixes;
                  g) o bico curvado e cortante das  aves de rapina ( gavião, águia, falcão, etc.) lhes
permite rasgar com facilidade a carne de suas presas.
                  Algumas espécies de aves usam  o bico curvo, juntamente com os pés, para  se
agarrar e trepar em árvores, como a arara, o papagaio e o periquito.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

CONHECENDO OS ANIMAIS COM CASCOS



Geraldo Victorino de França ( Voinho)

Dá-se o nome de casco à unha extremamente desenvolvida dos Ungulados, isto é, mamíferos que têm os dedos das patas anteriores e posteriores protegidos por um estojo córneo que põe o animal em contato com o solo.
      Possuem cascos os equídeos ( cavalo, jumento, zebra, etc. ), os ruminantes ( boi, cabra, carneiro, etc, ) e os suínos ( porco, cateto, javali, etc. ).
      O casco geralmente compreende a muralha ou parede, a sola e a renilha - uma saliência de tecido elástico.
        Os primeiros Ungulados possuíam cinco dedos, mas com a redução gradual do número destes, foram ganhando eficiência no andar e no correr. Alguns têm número ímpar de  dedos, como o rinoceronte e a anta, que têm três, mas o cavalo só tem um: seu casco é a unha do dedo médio.
       Os cascos fendidos dos Ungulados de dedos pares, como o porco, o boi e o veado,  representam o resultado da evolução do terceiro e quarto dedos, recobertos por queratina.
      A ovelha e a cabra têm patas com cascos de bordos afiados e faces inferiores côncavas, o que lhes permite andar em terreno montanhoso e irregular. Os cascos fendidos do camelo são largos e acolchoados com grossas solas, adaptação que lhe permite caminhar no solo do deserto.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

CONHECENDO AS PLANTAS RASTEJANTES



Geraldo Victorino de França (Voinho)

      Plantas rastejantes são aquelas cujo caule não se desenvolve no sentido vertical, mas sim horizontalmente, sobre o solo. Como exemplos, podem ser citadas:
             a) Gramas - designação geral de um grupo de plantas da família das Gramíneas, perenes e de crescimento rasteiro, tais como: grama-batatais, grama-missioneira, grama-seda, etc.;
              b) Cucurbitáceas - família de plantas anuais ou perenes, a maioria delas de crescimento rasteiro, tais como: abóbora, melão, melancia,etc.;
              c) Morangueiro - planta herbácea, rastejante, que produz os saborosos morangos;
              d) Algumas plantas tanto podem ser rastejantes como trepadeiras, dependendo de encontrar ou não, um suporte. Exemplos:batata-doce, pepino, bucha, etc.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

CONHECENDO AS ÁRVORES E ARBUSTOS



Geraldo Victorino de França ( Voinho)

                    Dá-se o nome de árvore aos vegetais lenhosos, perenes e de grande porte (altura superior a 4m), que possuem um caule ereto chamado tronco, do qual saem, a certa altura, galhos ou ramos de menor diâmetro providos de folhas, formando uma copa. Por outro lado, são chamados arbustos os vegetais lenhosos, perenes e de porte baixo ( não ultrapassando 4m de altura ) e ramificados desde a base, de modo que não se pode observar facilmente o seu tronco principal.
                    As árvores podem ser classificadas segundo vários critérios: porte, largura das folhas, duração das folhas, utilização, etc.
                    1. Porte: a) baixo - cambuí, murici, resedá,etc.; b) médio - flamboiã, pau-brasil, tipuana, etc.; c) alto - casuarina, paineira,peroba, etc.; d) muito alto - eucalipto, jequitibá, mogno, etc.
                     2. Largura das folhas: a) latifoliadas ( folhas largas ) - laranjeira, figueira-branca, pau-d'alho, etc.; b) aciculifoliadas ( folhas estreitas e duras ) - pinheiro-do-paraná, álamo, lariço, etc.
                     3. Duração das folhas; a) perenifólias ( folhas sempre verdes ) - aroeira, mangueira, pinheiro-do-paraná,etc.; b) caducifólias ( folhas que caem na estação seca ) - ipês roxo e amarelo, flamboiã, paineira, etc.
                      4.Utilização: a) frutíferas - laranjeira, macieira, mangueira, etc.; b) industriais oliveira ( óleo de oliva ), cacaueiro ( chocolate ),seringueira ( borracha ), etc.; c) ornamentais -alecrim-de-campinas, flamboiã, paineira, etc.;d) medicinais - pau-d'arco ou ipê-roxo, quineira,ipecacuanha, etc.
                Como exemplos de arbustos podem ser citados: 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

CONHECENDO OS ANIMAIS QUE CONSTROEM NINHOS



Geraldo Victorino de França (Voinho)

       Ao contrário da toca, que é escavada, o ninho é construído. No caso das aves, a nidificação ou construção do ninho é feita para por os ovos, chocá-los e criar os filhotes.
        Os ninhos podem ser construídos em ocos de árvores, na bifurcação de um galho, ou
suspensos; ou mesmo no chão.
           Os pássaros ( bem-te-vi, sabiá, tico-tico, etc. ) geralmente fazem seus ninhos com capins, gravetos, palhas, penas, fios de teia-de-aranha,etc. O joão-de-barro, como o próprio nome indica, faz seu ninho com argamassa de areia e lama, assim como o flamingo. Outros constroem ninhos suspensos dos galhos laterais das árvores, como o japu e o papa-figo.
          Os ninhos  variam de tamanho: o do beija-flor tem cerca de 2cm de diâmetro, enquanto o da águia tem mais de 2m, tanto de diâmetro como de profundidade.
            Algumas aves fazem o ninho  no chão, como a codorna, a perdiz e o pica-pau; outras põem os ovos em simples depressões do terreno, como a ema o avestruz. Por outro lado, a águia e o condor fazem seus ninhos nas montanhas.
            Existem aves parasitas, isto é, que põem seus ovos em ninhos de outras aves, como fazem o cuco e o chupim.
             Além das aves, vários animais também fazem ninhos, mas o destaque cabe aos insetos sociais, que fazem ninhos coletivos, geralmente divididos em alvéolos ou câmaras. Assim, as abelhas e as vespas fazem ninhos elevados, chamados colméias e vespeiros, respectivamente, enquanto os cupins de solo fazem ninhos erguidos sobre o solo, chamados murundus ou cupinzeiros.

sábado, 26 de janeiro de 2013

CONHECENDO OS ANIMAIS COM CHIFRES


Búfalos na savana da África do Sul

Geraldo Victorino de França (Voinho)

Chifres são protuberâncias rijas e alongadas que se encontram na cabeça de vários mamíferos, os quais podem ser usados como armas de ataque e defesa.
Distinguem-se 3 tipos: a) chifres não ramificados ( cornos ) encontrados no boi, búfalo, bode, carneiro,etc. São prolongamentos derivados do osso frontal, cobertos por queratina; são permanentes e de crescimento lento; b) chifres ramificados ( galhos ) encontrados no veado e na rena.
São de osso puro e temporários - caem e se regeneram anualmente; c) chifres curtos como o da girafa e do ocapi, revestidos por pele, ambos permanentes.
       No rinoceronte existe sobre o focinho uma protuberância formada exclusivamente por fibras aglutinadas longitudinalmente.
      Em geral, só os machos possuem chifres; quando presentes em ambos os sexos, os chifres das fêmeas são menores e mais fracos.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

CONHECENDO AS RELAÇÕES SOLO/ÁGUA/PLANTA



Geraldo Victorino de França (Voinho)

   Dá-se o nome de precipitação à água de chuva que atinge o solo, a qual se divide em
duas porções  que tomam caminhos diferentes: a) infiltração ou penetração no solo; b) deflúvio ou escoamento superficial da água em excesso.
         A água que penetra no solo é em parte armazenada sob a forma de películas ao redor
das partículas de solo, sendo que a água em excesso sofre drenagem ou penetração m profundidade. A água armazenada no solo pode  ser absorvida pelas raízes das plantas, juntamente com os sas minerais nela dissolvidos.
     A água que não penetrou  no solo se escoa pela superfície do solo formando as enxurradas, que buscam os rios ou lagos da região. No seu trajeto, a água de escoamento pode provocar erosão, que é o processo de desagregação do solo e transporte de suas partículas. A desagregação começa com o impacto  direto das gotas de chuva sobre o solo, daí a importância de uma cobertura vegetal protetora, que pode ser natural ou plantada pelo homem.
        Os solos chamados Latossolos possuem relevo suave e horizonte B ( camada inferior ) tão porosa e permeável como o horizonte A ( camada superior ); por isso, favorecem a infiltração e são menos susceptíveis à erosão. Por outro lado, os Solos Podzólicos possuem relevo ondulado e horizonte B mais compacto e menos permeável que o horizonte A; por isso, são mais susceptíveis à erosão.

Profª Zilda e Dr. Profº França

Profª Zilda e Dr. Profº França

Esta é a mais nova netinha do Voinho, a Maria Valentina

ORAÇÃO DOS ANIMAIS DA POETISA IVANA M F NEGRI DECLAMADA POR BETTY GOFFMAN NO DOMINGÃO DO FAUSTÃO