"VOINHO"

Geraldo Victorino de França é engenheiro agrônomo, professor aposentado da Esalq/USP – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Foi casado com a professora Zilda Giordano Victorino de França, tiveram 4 filhos, 12 netos e cinco bisnetas. Os verbetes surgiram como um hobby,enviados pela Internet aos filhos e netos. São curiosidades e notas explicativas sobre temas diversos. Como são assuntos interessantes e educativos, surgiu a ideia de compilá-los num livro. Muitos desses verbetes já foram publicados na Enciclopédia Agrícola Brasileira, editada pela Esalq/USP e também na coluninha PLANETA TERRA que era publicada aos sábados no Jornalzinho, suplemento infantil do JORNAL DE PIRACICABA. Também já colaborou na coluna PECADOS DA LÍNGUA, coordenada por Elisa Pantaleão, veiculada aos sábados no jornal A GAZETA DEPIRACICABA.
É membro da Academia Piracicabana de Letras - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior

“Voinho” é o apelido carinhoso como é chamado pelos netos e bisnetas.

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by Mara Bombo

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ecossistemas Aquáticos


CONHECENDO OS ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS

Geraldo Victorino de França (Voinho)

A água cobre cerca de 70% da superfície da Terra. Este fato, combinado com a grande profundidade dos oceanos (profundidade média estimada em 3.600m), oferece um espaço para a vida que se calcula ser 200 vezes maior que todos os ecossistemas terrestres reunidos.
Os ecossistemas aquáticos são mais favoráveis à vida que os terrestres. Entretanto, sua menor variabilidade resulta numa diversidade relativamente pequena.
Um fator importante de controle é a salinidade ou teor de sais, principalmente cloreto de sódio. Assim, a salinidade divide os ecossistemas aquáticos em dois grandes grupos: a) marinhos ou de água salgada; b) de água doce.
A - Ecossistemas marinhos. Podem ser subdivididos em duas zonas: a) costeira ou nerítica; b) oceânica ou palágica.
a) Zona costeira. Compreende as águas que repousam sobre a plataforma continental, até a profundidade de 200 metros. Suas águas, ricas em elementos nutritivos, apresentam povoamento abundante e diversificado: algas, mangues, foca, golfinho, caranguejo, conchas, moluscos ( lesma, caracol), aves marinhas (albatroz, gaivota, pelicano) e peixes (atum, bacalhau, tubarão, etc.).
A maior parte da pesca marítima provém da zona costeira.
b) Zona oceânica. Está situada além da plataforma continental e o seu povoamento não é tão rico como o da zona costeira. Considerando a zona oceânica no sentido vertical, distinguem-se: b1) meio pelágico, ou águas de alto mar; b2) meio bêntico, que compreende os seres vivos localizados no fundo do mar ou nas suas proximidades.
b1) Meio pelágico. Nele distinguem-se dois grupos de organismos: o plâncton e o nécton. O plâncton é constituído por organismos cujo tamanho varia de um milésimo de milímetro até pouco mais de um metro, incapazes de locomover-se e, portanto, deixam-se transportar, passivamente, pelas correntes. Inclui algas, bactérias, protozoários, etc. O nécton é constituído por organismos capazes de nadar, como peixes (arenque, bacalhau, sardinha, tubarão, etc.), crustáceos ( camarão, lagosta, etc. ), moluscos ( polvo, lula ), cetáceos ( baleia, orca, etc. ).
b2) Meio bêntico. Nele vivem peixes achatados (arraia, linguado, peixe-lua, etc.), cachalote, polvo, etc.
B. Ecossistemas de água doce.
Os ecossistemas de água doce têm características muito variáveis, na dependência da geologia da região, do relevo, do uso da terra e dos níveis de poluição.
Quanto ao teor de nutrientes contidos na água, os ecossistemas aquáticos podem ser classificados em: a) eutróficos; b) mesotróficos; c) oligotróficos.
A maioria dos ecossistemas de água doce são eutróficos, isto é, possuem altos teores de nutrientes, o que permite a manutenção de comunidades ricas em espécies. Muitos são oligotróficos, isto é, possuem baixos teores de nutrientes e só podem manter uma flora e uma fauna pobres. Outros, chamados mesotróficos, ocupam uma posição intermediária.
1. Rios e afluentes. São ecossistemas de água doce corrente. Além da variação de largura, profundidade e velocidade, a natureza do fundo ( não consistente ou pedregoso )
também influi na diversidade das comunidades fluviais.
De modo geral, as comunidades fluviais incluem: peixes de água doce (lambari, bagre, dourado, pintado, piranha, etc.), anfíbios ( rã, sapo,etc. ), capivara, castor, jacaré, etc.
Freqüentemente, os rios apresentam, ao longo de suas margens, planícies de inundação (ou várzeas), nas quais as comunidades são semelhantes às dos brejos ou pântanos.
2. Lagos e lagoas. São ecossistemas de água doce parada. Geralmente têm uma zona litorânea, rasa; e uma zona pelágica, mais ou menos profunda. Na zona litorânea encontram-se plantas hidrófitas, como aguapé, nenúfar, sagitária, junco, etc., bem como plâncton, crustáceos, anfibios, peixes, aves palmípedes, etc. Na zona pelágica encontram-se principalmente plâncton, crustáceos e peixes.
3. Brejos e pântanos. São ecossistemas desenvolvidos em solo encharcado, onde a drenagem natural é deficiente. Ocorrem nas proximidades de rios ou em depressões do terreno, constituindo ambiente propício aos organismos semi-aquáticos. A flora é representada por plantas hidrófitas - junco, taboa, drosera, etc.
A fauna inclui rã, sapo, caracol, lesma, aves aquáticas ( garça, flamingo, saracura, etc. ).

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