"VOINHO"

Geraldo Victorino de França é engenheiro agrônomo, professor aposentado da Esalq/USP – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Foi casado com a professora Zilda Giordano Victorino de França, tiveram 4 filhos, 12 netos e cinco bisnetas. Os verbetes surgiram como um hobby,enviados pela Internet aos filhos e netos. São curiosidades e notas explicativas sobre temas diversos. Como são assuntos interessantes e educativos, surgiu a ideia de compilá-los num livro. Muitos desses verbetes já foram publicados na Enciclopédia Agrícola Brasileira, editada pela Esalq/USP e também na coluninha PLANETA TERRA que era publicada aos sábados no Jornalzinho, suplemento infantil do JORNAL DE PIRACICABA. Também já colaborou na coluna PECADOS DA LÍNGUA, coordenada por Elisa Pantaleão, veiculada aos sábados no jornal A GAZETA DEPIRACICABA.
É membro da Academia Piracicabana de Letras - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior

“Voinho” é o apelido carinhoso como é chamado pelos netos e bisnetas.

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Geraldo e Zilda ( Voinho e Voinha)

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Voinho, neta e bisnetas

Aprendendo com o Voinho

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by Mara Bombo

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Conheça a Fauna Marinha

Conhecendo a Fauna Marinha
Geraldo Victorino de França (Voinho)

Os mares e oceanos são meios privilegiados para várias formas de vida. Aliás, admite-se que a vida iniciou-se no mar.
Como meio favorável para a vida, as águas salgadas do mar abrigam maior número de
organismos do que os meios terrestres, por diversas razões: a) temperaturas menos instáveis; b)
suprimento de água muito mais fácil; c) suprimento de oxigênio e dióxido de carbono necessários
à sua existência; d) suprimento de sais minerais indispensáveis ao seu crescimento; e) voracida-
de com que os animais maiores devoram os menores.
De modo geral, existem vários grupos de animais marinhos, dentre os quais se
destacam os seguintes:
a) Peixes, com milhares de espécies, incluindo: atum, bacalhau, sardinha, cavalo-
marinho, tubarão, etc.
b) Mamíferos aquáticos, tais como baleia, orca, foca, golfinho, etc.
c) Moluscos: ostra, polvo, lula, etc.
d) Crustáceos: caranguejo, camarão, lagosta, etc.
e) Equinodermas: estrêla-do-mar, ouriço-do-mar, etc.
f) Celenterados: anêmona-do-mar, coral, medusa, etc.
g) Espongiários: esponjas
h) Anelídeos: vermes segmentados
i) Platielmintos: vermes achatados
j) Nematelmintos: nematóides
k) Animais microscópicos que constituem o zooplâncton.
A comunidade dos animais marinhos distribui-se por três ambientes distintos:
a) camada superficial das águas marinhas, habi-
tada por numerosos animais microscópicos e
plantinhas flutuantes que constituem o plâncton;
b) zona costeira ou litorânea, onde se encon-
tram vermes, moluscos ( caracol, lesma ), co-
rais e esponjas, crustáceos ( caranguejo, cama-
rão ) e a maior parte dos cardumes de peixes
comerciais;
c) zona do mar alto, onde vivem
peixes, lulas e polvos, tartarugas marinhas e ce-
táceos ( baleia, golfinho ).

domingo, 30 de maio de 2010

Davi e Golias


CONHECENDO A HISTÓRIA DE DAVI E GOLIAS
Geraldo Victorino de França (Voinho)

Davi e Golias são personagens bíblicos. Davi era inicialmente um escudeiro do rei Saul,
que tocava harpa. Golias era um gigante filisteu, com quase 3 metros de altura, integrante da tropa que lutava contra os israelitas.
Golias lançou um desafio, para que um israelita se apresentasse para lutar com ele, em
combate individual, para decidir o resultado da guerra. Seu desafio durou 40 dias, pois no exército de Israel nenhum soldado se sentia capacitado a lutar com Golias, que se vangloriava.
Quando Davi soube do que estava acontecendo, ficou indignado e aceitou o desafio.
Davi foi ao encontro de Golias armado apenas de uma funda e algumas pedras, enquanto Golias, além de muito maior, estava armado com espada e escudo. Mas Davi, muito agil, atirou- lhe uma pedra com a funda, que penetrou na testa de Golias, que caiu no chão. Rapidamente,
Davi se apossou da espada de Golias e cortou-lhe a cabeça.
Como recompensa, Davi ganhou o direito de casar com a filha de Saul. Depois da
morte deste, Davi tornou-se rei de Israel.

sábado, 29 de maio de 2010

Curiosidades Históricas


CURIOSIDADES HISTÓRICAS - 11
Geraldo Victorino de França (Voinho)

a) Gladiadores eram combatentes profissionais que, nos espetáculos públicos da Roma antiga, lutavam muitas vezes até a morte contra feras ou outros gladiadores. Comumente, eram prisioneiros de guerra, escravos ou grandes malfeitores.
b) Antes da II Guerra Mundial ( 1.939 - 1.945 ), a França construiu a chamada Linha Maginot - um sistema de fortificações derfensivas, ao longo da fronteira com a Alemanha. Porém, ao iniciar a Guerra, a Alemanha invadiu a Bélgica e atacou a França pelo norte, por onde não chegava a proteção da Linha Maginot.
c) Pearl Harbor é o nome de uma baía daas Ilhas Hawai, onde os Estados Unidos construiram uma base aeronaval. Em 7 de dezembro de 1.941, a frota norteamericana do Pacífico foi atacada pela força aérea japonesa, de surpresa e sem declaração de guerra,
fato que determinou a entrada dos Estados Unidos na II Guerra Mundial.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

10.000 visitas!!!

(foto tirada pelo jornalista e radialista João Umberto Nassif)

10.000 visitas!!!


O Blog do Voinho foi construído há 9 meses, como uma forma de homenagear o "Voinho", professor aposentado da Esalq, pessoa modesta, sem grandes ambições e isento de vaidades, mas bastante inteligente e íntegro, que preza a família e os valores mais que tudo.
Também foi uma forma de divulgar os livros "Aprendendo com o Voinho" vols I e II , com a terceira edição já a caminho, que trazem em seu rico conteúdo, muita cultura e conhecimentos gerais para todas as idades.
Com tantos blogs espalhados pela rede, o Blog do Voinho, que surgiu de início apenas para ser divulgado entre familiares e amigos, recebe diariamente visitas de países do mundo todo.
À Mara, que criou o layout do blog, a todos que visitam, deixam recadinhos de incentivo e buscam ampliar seus conhecimentos, o nosso muito obrigado!!!
Voinho, filhos, netos e bisnetas.




A Segunda Guerra Mundial

CONHECENDO A HISTÓRIA DA II GUERRA MUNDIAL
Geraldo Victorino de França

(Voinho)

A II Guerra Mundial ( 1.939 - 1.945 ) foi um conflito armado entre as potências do Eixo - Alemanha, Itália e Japão; e os Aliados - Grã-Bretanha, União Soviética e Estados Unidos.
A Guerra começou com a invasão da Polônia pela Alemanha, de um lado, e pela União Soviética, do outro, que dividiram a Polônia entre si. Por sua vez, a Itália lançou-se à conquista do norte da África.
As tropas alemãs invadiram o Luxemburgo, a Holanda e a Bélgica, procurando atacar a França pelo norte. O exército alemão penetrou no território francês, tomando Paris. A artilharia alemã deslocou-se para o porto francês de Calais, de onde começou a bombardear a Inglaterra, causando grandes danos.
Não conseguindo dominar a Inglaterra, a Alemanha de Hitler resolveu atacar a sua aliada, a União Soviética, conquistando os Estados do Báltico e quase toda a Ucrânia, aproximando-se de Leningrado e de Moscou. A contra-ofensiva soviética forçou a retirada dos
alemães.
Os Estados Unido0s entraram na Guerra quando aviões japoneses atacaram a frota norteamericana ancorada na base naval de Pearl Harbor; passaram a enviar material de guerra para os Aliados. Os alemães atacavam os navios norteamericanos com aviões e submari-
nos. Enquanto isso a potência oriental do Eixo Berlim - Roma Tóquio, o Japão, prosseguia a sua campanha na Ásia, ocupando as Filipinas e o Sião.
Uma das maiores batalhas da II Guerra Mundial aconteceu quando o exército alemão sitiou Stalingrado, na União Soviética. Outra batalha memoravel entre os exércitos inglês e alemão aconteceu no Egito, com a vitória dos ingleses.
Em 1.943, as tropas aliadas invadiram a Itália. Em junho de de 1.944 ocuparam Roma. Seguiu-se a batalha da Alemanha. Com a vitória dos Aliados e o suicídio de Hitler, a Alemanha rendeu-se em maio de 1.945.
Após o bombardeio do Japão pelos Estados Unidos, que culminou com o lançamento da bomba atômica que arrasou Hiroshima, o Japão também se rendeu.
O Brasil participou da II Guerra Mundial enviando uma Força Expedicionária que tomou parte ativa na invasão da Itália.
Estima-se que durante a II guerra Mundial morreram cerca de 15 milhões de militares e 35 milhões de civis.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A Lenda de Éolo

CONHECENDO A LENDA DE ÉOLO
Geraldo Victorino de França (Voinho)

Éolo é o deus do vento, na mitologia grega. Daí o adjetivo eólico, aplicado aos fenômenos relacionados com o vento: energia eólica, erosão eólica, etc.
Era filho de Poseidon e de Arné e, juntamente com seus doze filhos, seis homens e seis mulheres, habitava as ilhas vulcânicas de Lipari ( chamadas ilhas eólicas ), numa caverna onde guardava todos os ventos.
Quando Ulisses fez uma parada nessas ilhas, durante as suas peregrinações, Éolo presenteou-o com uma jarra selada contendo todos os ventos contrários. Ao mesmo tempo, soltou os ventos favoráveis para que levassem a seu destino as naus dos viajantes.
Enquanto Ulisses dormia, os tripulantes do seu barco abriram a jarra pensando que contivesse um tesouro. Os ventos contrários, desencadeados, empurraram novamente a nau até as ilhas de Éolo. Este negou-se a prestar novo auxílio e a tripulação teve que remar durante
o resto da viagem.
Quando o troiano Enéas partiu em direção à Itália, seu inimigo Juno ordenou a Éolo para lançar contra ele os ventos contrários, sendo prontamente atendido. Entretanto Netuno, deus do mar, encolerizado por não ter sido consultado, acalmou a tempestade e levou Enéas são e salvo até Cartago.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O Mito de Cleópatra


CONHECENDO O MITO DE CLEÓPATRA

Geraldo Victorino de França (Voinho)

Cleópatra foi a última rainha do antigo Egito. Subiu ao trono aos 17 anos, juntamente com seu irmão Ptolomeu XIII, com quem, segundo o costume egípcio, deveria se casar. Alguns anos mais tarde, privada de qualquer autoridade real, exilou-se na Síria, de onde começou a se preparar para reaver seus direitos pela força das armas. Nesta altura, Júlio Cesar, que seguira
Pompeu até o Egito, foi seduzido pelos encantos de Cleópatra, lutando a seu favor na guerra civil que se seguiu. Ptolomeu foi derrotado e morto , sendo Cleópatra reconduzida ao trono, com seu irmão menor, Ptolomeu XIV, então com 11 anos de idade. Não houve relacionamento sexual nesse casamento.
Três anos mais tarde, quando Ptolomeu reclamou sua parcela de autoridade, foi envenenado por sua irmã, que levou ao trono Cesarion, filho de seus amores com Cesar. Dizem que Cleópatra testava a eficiência de seus venenos dando-os aos seus escravos.
Cleópatra viajou para Roma, onde foi recebida por Cesar, com quem viveu até o assassinato dele. Decidiu então voltar para o Egito, tornando-se amante de Marco Antonio, de quem recebeu vastos territórios, como a Judéia e a Arábia. Sua ligação com Marco Antonio e as doações que recebeu a tornaram impopular em Roma, do que se aproveitou Otávio para decla-
rar guerra contra ela. A esquadra egípcia foi destroçada e Cleópatra fugiu para Alexandria, onde Otávio foi encontrá-la. Por proposta de Otávio, aceitou assassinar Antonio e convidou-o a com ela se encontrar em um mausoléu, para que pudessem morrer juntos. Marco Antonio suicidou-se na errônea suposição de que Cleópatra faria o mesmo, o que não aconteceu.
Otávio resistiu às seduções de Cleópatra, que então se matou fazendo-se picar por uma víbora, evitando assim o vexame de entrar em Roma como prisioneira de Otávio. Com ela findou a dinastia dos Ptolomeus e o Egito passou a ser província romana.
Cleópatra era considerada especialista na arte do amor. Teve seu primeiro amante aos 12 anos. Dizem que chegou a levar 100 homens para a cama em uma única noite.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A Lenda das Sereias

CONHECENDO A LENDA DAS SEREIAS
Geraldo Victorino de França (Voinho)

As sereias são entidades fantásticasda mitologia grega. Eram filhas de Fórcis, deus marinho, segundo alguns; ou, segundo outros, filhas de Aquelous, divindade fluvial, ede uma ninfa. Eram descritas como metade peixe e metade mulher, possuidoras de belo canto, que enfeitiçava os navegadores, fazendo com que perdessem o controle dos barcos e encalhassem nas rochas. Dizia a lenda que habitavam rochedos escabrosos, entre a ilha de Capri e a costa da itália.
Terminada a Guerra de Tróia, ao retornar a Itaca, sua terra natal, Ulisses foi obrigado a usar essa passagem sinistra. Ordenou então aos marinheiros que vedassem os ouvidos com cera, a fim de que não escutassem o fatal canto; e fez-se amarrar ao mastro da embarcação, para assim ouvi-lo sem perigo. Ao perceberem que o barco de Ulisses escapara ao encantamento, as sereias se indignaram e se lançaram ao mar.
Com o decorrer do tempo, alenda sofreu modificações. Inicialmente, as sereias eram representadas por uma figura metade pássaro e metade mulher, passando depois à forma com a qual hoje são conhecidas - metade peixe e metade mulher. Propagada pelos navegadores, a lenda logo se difundiu para outras regiões. No Brasil, por exemplo, o mito das sereias se contaminou com outros, não só de origem tupi-guarani, mas também de procedência negro-africana. Assim, a lenda das sereias confundiu-se com a da iara, entidade folclórica que, com sua beleza e seu canto, atrai os homens para o fundo do mar.

sábado, 22 de maio de 2010

Programa Piracicaba Histórias e Memórias

O Voinho foi entrevistado no Programa Piracicaba Histórias e Memórias do jornalista João Umberto Nassif no último domingo
Abaixo, a entrevista na íntegra

Domingo, Maio 16, 2010
PROGRAMA PIRACICABA HISTÓRIAS E MEMÓRIAS
JOÃO UMBERTO NASSIF
Jornalista e Radialista
joaonassif@gmail.com
Sábado 15 de maio de 2010
Entrevista: Publicada aos sábados no caderno de domingo da Tribuna Piracicabana
As entrevistas também podem ser acessadas através dos seguintes endereços eletrônicos:
http://blognassif.blogspot.com/
http://www.tribunatp.com.br/
http://www.teleresponde.com.br/



Geraldo Victorino de França ao lado da escultura retratando sua filha Graziela, Miss Bicentenário de Piracicaba, do artista plástico Jairo Ribeiro de Mattos
ENTREVISTADO: Professor Dr. Geraldo Victorino de França
Muitos jovens procuram a cidade de Piracicaba para realizarem seus estudos em uma das suas faculdades e universidades. Namoram, casam-se e permanecem na cidade. Inúmeros casos se repetem ano a ano. Um exemplo típico é o de Geraldo Victorino de França também conhecido como “Voinho”, apelido carinhoso pelo qual lhe chamam os netos e bisnetas. Engenheiro agrônomo, professor aposentado da Esalq/USP – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Casado com a professora Zilda Giordano Victorino de França, 4 filhos, 11 netos e três bisnetas. Pai da Miss Bicentenário de Piracicaba, Maria Graziela, da escritora e poetisa Ivana Maria França de Negri, de Maria Fernanda e Geraldo Junior. Autor de dois livros publicados “Aprendendo Com o Voinho I e II”, e um terceiro já a caminho, mantêm o “Blog do Voinho” http://aprendendocomovoinho.blogspot.com/, na internet. Um verdadeiro exemplo de como uma pessoa após adquirir conhecimentos e experiências de uma carreira universitária pode oferecê-los de forma didática e acessível àqueles que estão em busca de novos conhecimentos. Nascido em Barra Bonita, no dia 25 de outubro de 1925.

Qual é a fórmula para chegar aos 84 anos de idade desfrutando excelentes condições de saúde?
Viver da maneira mais simples possível!
O senhor com toda a cultura e experiência adquirida em uma carreira acadêmica, cultiva a simplicidade?
Eu acho que sim.
Além da fazenda o pai do senhor também administrou a cidade de Barra Bonita?
Sou filho de João Victorino de França e Maria Ribeiro de Andrade Victorino de França, meu pai foi prefeito de Barra Bonita por várias vezes, ele era o proprietário da Fazenda São Domingos com a extensão de aproximadamente duzentos alqueires de terras, sendo o café a principal exploração agrícola da fazenda. Depois passou a pertencer á Usina da Barra, sendo atualmente ocupada por cana-de-açúcar. Meu avô foi o Coronel José Victorino de França, que embora tivesse o título de coronel, como era costume na época , não era militar era fazendeiro.
Em Barra Bonita a casa em que o senhor morava com seus pais era na fazenda ou na cidade?
Ficava na cidade de Barra Bonita, meus pais tiveram quatro filhos, eu e minhas três irmãs.
Como filho de fazendeiro de café um caminho lógico seria estudar agronomia?
Naquela época estudávamos quatro anos de primário, cinco de ginásio. Após concluir o curso primário em Barra Bonita, cursei o Ginásio Diocesano Nossa Senhora de Lurdes em Botucatu, no início eu era aluno interno, depois fui morar em uma pensão onde havia outros estudantes, entre eles um tio meu, que era um pouco mais velho do que eu. O curso ginasial ocupava o dia todo, de manhã e a tarde. Era uma escola muito boa.
Após concluir o ginásio em Botucatu qual foi a próxima etapa?
Em seguida vim para Piracicaba com a finalidade de estudar agronomia na ESALQ. O curso era de quatro anos, só que havia um curso preparatório feito no período de dois anos, era ministrado na própria ESALQ por professores do seu quadro.
Em Piracicaba onde o senhor foi residir?
Cheguei a Piracicaba em 1942, logo fui morar em uma republica habitada por cerca de oito a dez estudantes de agronomia, situada na Rua José Pinto de Almeida. Íamos até a ESALQ utilizando como meio de transporte o bonde, como havia muitos alunos o bonde puxava um carro-reboque. Os estudantes às vezes faziam o chamado “balancê”, que nada mais era do que balançar o reboque, até tirar a unidade que tracionava a composição fora dos trilhos, com isso o prosseguimento da viagem não era possível. A cidade naquela época terminava antes do início da Avenida Carlos Botelho, esse trecho em direção a saída para São Paulo desenvolveu-se depois O limite da cidade com a escola não era fechado com cercas.
Lembra-se de alguns professores do curso de agronomia?
O Dr. Walter Radamés Accorsi foi meu professor, assim como Melinho, Salgadinho, Pizza, Pedreira, Breno Carneiro, Demósthenes, Salim Simão, Friedrich Gustav Brieger. Praticávamos esportes como forma de diversão, sendo que o futebol era o mais praticado. Só que eu era ruim! Jogava como lateral direito do “A” encarnado, mas eu não era um bom craque.
O cinema era uma das principais formas de diversões na época?
Nós freqüentávamos o cine Broadway ou o São José.
O senhor frequentava a famosa “Calçadinha de Ouro”?
Frequentava, naquela época quadrava-se o jardim. Foi ali que conheci a minha esposa, na época éramos os dois estudantes.
Lembra-se de algum filme que foi marcante na época?
Casablanca é um dos filmes que gostei muito, um clássico do cinema. (A estreia de Casablanca deu-se no Hollywood Theater de Nova Iorque, em 26 de novembro de 1942, e tornou-se rapidamente em um grande sucesso. Humphrey Bogart e Ingrid Bergman têm atuações extremamente carismáticas).
Os pais da esposa do senhor moravam onde?
O pai dela era funileiro, estabelecido a Rua Governador Pedro de Toledo, em frente onde hoje é a Casas Pernmbucanas. A funilaria funcionava nos fundos, no quintal. Não era para automóveis, mas sim para portas de aço, na época existia muitas empresas de prestação de serviços estabelecidas na Rua Governador.
Do período da Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945 o senhor tem algumas lembranças?
Lembro-me dos pracinhas de Piracicaba, alguns foram combater na Itália. (Pracinha é um termo referente aos soldados veteranos do Exército Brasileiro que foram enviados para integrar as forças aliadas contra o Eixo, Alemanha, Itália e Japão).
Após concluir o curso de agronomia na ESALQ o senhor foi trabalhar aonde?
Após prestar um concurso de seleção e ser aprovado fui trabalhar na Secretaria da Agricultura em Campinas. Logo em seguida fui convidado para lecionar na ESALQ. Formei-me como engenheiro agrônomo em 1947 e casei-me em 1950, o casamento foi realizado na Catedral de Piracicaba.
Em qual departamento o senhor passou a lecionar?
Fui convidado pelo Professor Guido Ranzani, do Departamento de Ciência do Solo, para integrar o quadro. Fazíamos pesquisas, fizemos o levantamento de solo de Piracicaba.
Como é o solo de Piracicaba?
Existe uma Carta de Solos de Piracicaba. O solo de Piracicaba é muito diversificado, não existe um tipo apenas de solo. O percentual maior talvez seja de solos podzólicos. É um solo que tem características B-textural, formado por uma camada mais arenosa em cima e mais argilosa embaixo.
E a famosa terra vermelha ou terra roxa encontrada em Piracicaba e tida como terra muito fértil?
As terras vermelhas são geralmente lactosolo, principalmente o lactosolo roxo, que antigamente chamava-se terra roxa legítima.
Qual é aproximadamente o percentual dessas terras em Piracicaba?
Como é formada por diversos tipos de solo a área ocupada deve ser em torno de 25% a 30%, inteiramente ocupados com cana-de-açúcar.
O cultivo da cana-de-açúcar pode deteriorar o solo?
É uma cultura até certo ponto benéfica, pelo fato de cobrir bem o terreno e possibilitar um controle melhor da erosão, superior a cultura de milho ou de algodão.
Quanto tempo o senhor permaneceu na ESALQ?
Entrei na ESALQ permanecendo até 1995, ano em que me aposentei pela compulsória, tinha 70 anos de idade.
A denominação do seu título na escola ao aposentar-se, qual era?
Professor Doutor, um pouco abaixo do catedrático, eu dava aulas teóricas e práticas, aulas na graduação como também na pós-graduação.
Dos seus alunos alguns tornaram nomes mais conhecidos do publico, poderia citar alguns?
São diversos alunos, dei aulas para Antonio Carlos de Mendes Thame, ex-prefeito de Piracicaba, deputado federal, para João Hermann Neto, falecido recentemente, que também foi prefeito de Piracicaba e deputado. O ex-deputado e presidente do Lar dos Velhinhos, Jairo Ribeiro de Mattos foi meu aluno de pós-graduação.
Como era o comportamento desses alunos em suas aulas?
O Thame era bem quieto. O João Hermann era mais espeloteado.
Qual foi a tese do senhor para doutoramento?
Foi a “Interpretação Fotográfica de Bacias Rios e Drenagens Aplicadas a Solos de Piracicaba”, envolvia tanto levantamentos de solos como interpretação de fotografias aéreas. Existem empresas especializadas em realizar levantamentos fotográficos aéreos, sobrevoam a região. Trabalhei muito com fotografias aéreas, uma das disciplinas que eu lecionava era fotointerpretação, outra disciplina era conservação do solo.
A conservação do solo é observada na prática?
Deveria ter uma aplicação maior, é uma matéria muito importante. Com o correr do tempo e o uso inadequado do solo, acaba-se perdendo a produtividade.
Nos dias atuais é comum ouvir do agricultor que “secou” tal nascente, esse fato é decorrente do que?
É em função da falta de preservação das florestas, são elas que preservam as nascentes. Se não cuidarmos melhor do solo as perspectivas não nada boas.
Desde o início do seu trabalho com solos até os dias atuais ocorreram muitas mudanças com o solo e o tratamento dado a ele?
As técnicas de conservação do solo foram evoluindo, a adubação, o terraceamento que é a construção de curvas de nível para reter as águas das chuvas, retendo-as para que não escorram sobre a superfície obrigando a infiltração no solo. Se escorrer sobre a superfície essas águas provocam a erosão.
Como está a Mata Atlântica?
A Mata Atlântica atual está reduzida a 7% da Mata Atlântica inicial. Ela situa-se exatamente na região mais desenvolvida do país. Abrange Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, até o norte do Paraná. Em Piracicaba a Mata Atlântica está praticamente extinta. A Mata Atlântica abrangia todo o município, inclusive a cidade. Tínhamos as madeiras como imbuia, peroba, jacarandá, tamboril.
O senhor acredita que um dia esse quadro possa retroceder?
Acho difícil. Hoje a maior parte dessas terras está ocupada com culturas, pastagens, e também áreas urbanas, suburbanas.
O senhor é pai da Miss Bicentenário de Piracicaba, eleita em 1967, a Maria Graziela. Qual é a sensação de ter uma filha eleita miss em uma ocasião tão marcante para a cidade?
Meu sentimento é de muita satisfação e muito orgulho. Minha esposa e eu freqüentamos um grande número de festividades nesse ano, o prefeito era Luciano Guidotti. A comissão que elegeu a Graziela como Miss Bicentenário era composta por cinco pessoas notáveis da cidade, entre elas Hugo de Almeida Leme, Dr. Nelson Meirelles.
Os passeios de família mais comuns eram quais?
Freqüentávamos cinemas, Clube Coronel Barbosa, Clube de Campo de Piracicaba. As viagens eram mais comuns em visitas a parentes.
O senhor tem uma filha que é poetisa, escritora, de quem foi a influencia dessa veia literária na família?
Acho que foi a minha filha Ivana Maria que me influenciou para escrever meus livros, blog, site na internet. Tornei-me escritor depois de aposentar-me, mandava pela internet mensagens aos filhos, aos netos, quase diariamente. Minha Filha Ivana resolveu reunir essas mensagens em dois livros: “Aprendendo Com O Voinho” I e II. A intenção é transmitir conhecimento em um nível médio para os filhos e para os netos. O meu blog já tem quase dez mil visitas. São abordados vários assuntos entre as matérias como português, matemática, física, química biologia.
O senhor comunica-se com seus netos pela internet?
Com todos eles! O apelido “Voinho” me foi dado pelos meus netos, filhos da Ivana Maria. Por um período de tempo eles moraram em Brasília e tiveram influencia da cultura nordestina, passaram a chamar o avô de voinho. Esse apelido pegou.
No tempo de estudante o senhor chegou a ter algum apelido?
Meus colegas me colocaram o apelido de Bicudo.
A agricultura brasileira deve muito á ESALQ?
Sem dúvida! Ela é uma referencia no campo da agricultura.
O autor do Hino da ESALQ é conhecido do senhor?
Fomos colegas de departamento, o Zilmar Ziller Marcos e eu.
Qual é uma das suas músicas preferidas?
Gosto muito da musica Fascinação.
Há uma estabilização e até mesmo um declínio na freqüência dos clubes sociais,. A que o senhor reputa isso?
Acredito que o computador seja o maior responsável por esse novo quadro. Ele interfere na vida de cada um.
Qual é o seu time do coração?
Eu torcia pelo Santos, cheguei a assistir o Santos jogando contra o XV de Novembro no campo antigo do XV, onde hoje é um supermercado. Lá eu assisti Pelé jogando, era um grande jogador, igual a Pelé não existe ninguém. Faziam parte do quadro Coutinho, Pepe, Zito, Clodoaldo. O time do Santos era uma Seleção Brasileira. Depois passei a torcer pelo São Paulo, cheguei a ver Leônidas jogando bola, ele já estava meio maduro, meio parado.
O senhor assiste sempre jogo de futebol pela televisão?
Assisto, torço, sofro vendo o jogo de futebol!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A Lenda de Gaia e Urano

CONHECENDO A LENDA DE GAIA E URANO
Geraldo Victorino de França (Voinho)

Gaia e Urano são divindades da mitologia grega. Urano era filho de Gaia e mais tarde se casou com ela. Gaia representava a Terra e seu marido Urano, o Céu. Tiveram doze lindos filhos, os Titãs.
Mas depois Gaia deu à luz mais filhos, que não eram bonitos: os três Cíclopes, com um único olho o meio da testa; e os três Hecantonquinos, monstros de cinquenta cabeças e cem braços. Urano, enraivecido, encerrou todos eles no Tártaro, local que ficava nas profundezas do Mundo Subterrâneo.
Gaia ficou muito zangada, pois amava igualmente a todos os seus filhos, não importava a aparência deles; e jurou castigar Urano. Ela deu uma foice de pedra a Cronos, o mais novo dos Titãs, e mandou-o combater o próprio pai.
Cronos ficou apavorado, mas ele amava a mãe e sempre a obedecia. Assim, escondeu-se numa dobra do manto do pai e esperou o momento oportuno; então, com a foice, abriu uma ferida tão grande em Urano, que este fugiu para a parte mais distante dos céus, e nunca mais voltou.
Gaia então se casou com Ponto, o Mar, que lhe cobriu o corpo com suas belas águas; e ela deu à luz árvores e flores, animais e pássaros, e todo tipo de criatura, inclusive os seres humanos.

Profª Zilda e Dr. Profº França

Profª Zilda e Dr. Profº França

Esta é a mais nova netinha do Voinho, a Maria Valentina

ORAÇÃO DOS ANIMAIS DA POETISA IVANA M F NEGRI DECLAMADA POR BETTY GOFFMAN NO DOMINGÃO DO FAUSTÃO