"VOINHO"

Geraldo Victorino de França é engenheiro agrônomo, professor aposentado da Esalq/USP – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Foi casado com a professora Zilda Giordano Victorino de França, tiveram 4 filhos, 12 netos e cinco bisnetas. Os verbetes surgiram como um hobby,enviados pela Internet aos filhos e netos. São curiosidades e notas explicativas sobre temas diversos. Como são assuntos interessantes e educativos, surgiu a ideia de compilá-los num livro. Muitos desses verbetes já foram publicados na Enciclopédia Agrícola Brasileira, editada pela Esalq/USP e também na coluninha PLANETA TERRA que era publicada aos sábados no Jornalzinho, suplemento infantil do JORNAL DE PIRACICABA. Também já colaborou na coluna PECADOS DA LÍNGUA, coordenada por Elisa Pantaleão, veiculada aos sábados no jornal A GAZETA DEPIRACICABA.
É membro da Academia Piracicabana de Letras - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior

“Voinho” é o apelido carinhoso como é chamado pelos netos e bisnetas.

Seguidores

Aprenda com o Voinho

Aprenda com o Voinho
Aprenda com o Voinho

Geraldo e Zilda ( Voinho e Voinha)

Geraldo e Zilda ( Voinho e Voinha)

Voinho, neta e bisnetas

Aprendendo com o Voinho

Aprendendo com o Voinho
by Mara Bombo
Mostrando postagens com marcador animais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador animais. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de março de 2019

CONHECENDO OS MAMÍFEROS AQUÁTICOS



Geraldo Victorino de França (Voinho)

              Os Mamíferos que se adaptaram à vida aquática pertencem a três ordens: a) Cetáceos; b) Pinípedes; c) Sirênios.
              A. Cetáceos. Têm o corpo pisciforme ( semelhante ao dos peixes ), sem pelos, com as patas anteriores transformadas em nadadeiras, sem membros posteriores e, apesar de repirarem por pulmões, não podem viver fora d'água. A respiração é intermitente, feita através de espiráculos que permanecem fechados debaixo  d'água, durante vários minutos. Ao virem à tona expiram o ar viciado e aspiram ar fresco.
               Na maioria são marinhos, como a baleia; alguns são de água doce, como o boto. Variam bastante de tamanho, desde o boto com 1,50 m de comprimento até a baleia-azul, que pode atingir 30 metros e pesar 120 toneladas.
               Dividem-se em duas subordens: a) Odontocetos ou cetáceos com dentes - cachalote, boto, golfinho, etc.; b) Misticetos ou cetáceos providos de barbatanas córneas no maxilar superior, que filtram a água, permitindo-lhes alimentar-se de plâncton, crustáceos e peixinhos - baleia, jubarte, etc.
               B; Pinípedes. Mamíferos aquáticos  que têm os dedos das patas reunidos, constituindo-se em nadadeiras. As nadadeiras motrizes são as anteriores na morsa e na otária; e as posteriores na foca. Quase todos os pinípedes  se alimentam de peixes e vivem sobretudo em águas frias.
               C. Sirênios. Pequena ordem de mamíferos herbívoros de estuários, desprovidos de membros posteriores e munidos de nadadeiras dianteiras, incluindo o peixe-boi e o dugongo.
               Há ainda os mamíferos semi-aquáticosou " anfíbios ", que vivem na terra mas se adaptam também na água, como o hipopótamo, a capivara e a ariranha.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

CONHECENDO OS NEMATÓIDES



Geraldo Victorino de França (Voinho)

               Os nematóides são animais invertebrados pertencentes ao ramo Nematelmintos que, juntamente com os Platielmintos e os Anelídeos, formam um grupo que era chamado de vermes.
              Os Nematelmintos distinguem-se dos Platielmintos por possuírem o corpo cilíndrico, enquanto estes últimos têm o corpo achatado e os Anelídeos têm o corpo segmentado em anéis.
              Os nematóides podem levar vida livre, ou ser parasitas do homem, de animais domésticos ou selvagens, ou de plantas. Possuem sexos separados,  podendo haver casos de hermafroditismo. Em sua maioria são ovíparos, mas também podem ser ovovivíparos. Neste último caso estão as filárias.
              As espécies que parasitam o homem penetram por via bucal ( ingestão ), pela pele ( penetração ativa ) ou por picada de mosquito. Algumas espécies completam o ciclo evolutivo através de hospedeiros intermediários, como as filárias.
             Os nematóides que penetram no organismo do hospedeiro são chamados endoparasitas; e os que podem parasitar do lado de fora, são chamados ectoparasitas.
             Como exemplos de nematóides parasitas de plantas podem ser citados aqueles que causam galhas nas raízes. Como exemplos de nematóides parasitas do homem e dos animais podem ser citados a lombriga e o ancilóstomo, este último causador do amarelão.
             No Brasil, são conhecidos 14 gêneros de nematóides capazes de parasitar o homem, entre os quais destacam-se Ancylóstmo, Ascaris, Filária, Necator, etc.
             Pondo de lado os nematóides parasitas, a maioria dos nematóides costuma ter vida livre, no solo.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL


Geraldo Victorino de França ( Voinho )

            a) Os animais herbívoros alimentam-se  de vegetais em geral, mas alguns deles são específicos. Por exemplo: o bicho-da-seda ( larva de uma mariposa ) se alimenta de folhas de amoreira, enquanto o coala - um mamífero australiano, se alimenta de folhas de eucalipto.
           b) A baleia, apesar de ter uma boca enorme, se alimenta de plâncton, pequenos moluscos  e crustáceos ( krill ) e peixes miúdos, que abocanha em grandes quantidades. Ao fechar a boca, deixa escoar a água por entre as lâminas córneas que descem pelo lado do céu da boca e funcionam como uma espécie de coador, retendo os animaizinhos.
          c) A cigarra é o inseto mais barulhento,  devido ao seu canto característico, emitido através de órgão próprio situado lateralmente na base do abdome. Só os machos cantam.
          d) As formigas cortadeiras ( saúva, quen-quém ) não se alimentam dos restos vegetais  que carregam para dentro do formigueiro. Esse material serve como substrato para um fungo  que elas cultivam e que é consumido como alimento.
           e) O maior roedor é a capivara, que vive nas margens dos rios sul-americanos e tem em  média 1,0 - 1,3 metros de altura e pode pesar até 80 kg.

sábado, 4 de novembro de 2017

CONHECENDO OS SIGNIFICADOS DA PALAVRA " PRESAS "


Geraldo Victorino de França (Voinho)

               A palavra " presas" é usada em Ecologia e Zoologia com vários significados diferentes, a saber:
              A. Ecologia. Presa é o nome dado a um ser vivo que é capturado por um animal carnívoro, denominado predador, para o seu sustento. Pequenos predadores podem se tornar presas de predadores maiores.
              B. Zoologia.
            a) Nome dado aos dentes compridos e agudos de certos mamíferos. Nos animais pequenos ou de porte médio, como o javali, as presas correspondem aos dentes caninos. Em outros animais, principalmente  os de grande porte, como o elefante, as presas são os incisivos que se desenvolveram consideravelmente. As presas servem como órgão de ataque e defesa. A morsa faz uso de suas longas presas para arrastar-se pelas colinas acima, bem como para arrancar mariscos e outros alimentos das rochas e do fundo do mar.
                b) Nome dado também aos dentes inoculadores da cobras venenosas. Dobrados quando em repouso, esses dentes se endireitam no momento da picada.
Nas Solenóglifas ( como a jararaca ), são por vezes ocos como agulhas de injeção e situados na frente, o que as torna muito perigosas. Nas Proteróglifas ( como a  coral, as presas são menos especializadas , embora ainda situadas na frente e, portanto, perigosas. As Opistóglifas ( como a muçurana ) têm, ao contrário, as presas situadas no fundo da boca e não podem picar as  vítimas, a não ser no decorrer da deglutição.
                c) Também são chamadas de presas as garras das aves de rapina, afiadas e curvas, como as da águia, gavião e coruja.

domingo, 16 de outubro de 2016

CONHECENDO OS ANIMAIS OFIÓFAGOS

Teiú

Geraldo Victorino de França (Voinho) 

              Como a denominação indica, trata-se de animais que se alimentam de ofídios ou cobras. A  proteção a esses animais constitui importante medida auxiliar no combate ao ofidismo.
              No Brasil, são conhecidas várias espécies que atacam e comem cobras, se bem que nem sempre exclusivamente. Dentre elas, destacam-se as  seguintes:
             a) Mamíferos - principalmente zorrilho ( ou cangambá ) e cuíca- d'água.
             b) Aves - ema. seriema, serpentário, etc. e alguns gaviões, como o gavião-carancho ou carcará.
            c) Répteis - jacaré e lagarto, especialmente o teiú.
            d) Certas aranhas - como a caranguejeira, capaz de paralisar pequenas cobras com seu veneno, e  depois comê-las.
            e) Certas serpentes - como a muçurana e a parelheira.
            Cumpre mencionar ainda: a) mangusto, um mamífero encontrado na África e na Índia, que ganhou a fama de matador de cobras; b) crocodilo, não encontrado no Brasil.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

CONHECENDO OS MAMÍFEROS AQUÁTICOS


Geraldo Victorino de França (Voinho)

             A maioria dos mamíferos vive em terra. mas existem vários mamíferos que vivem na água.  Destacam-se três grupos de mamíferos aquáticos: a) Cetáceos; b) Pinípedes; c) Sirênios.
             Os Cetáceos têm o corpo pisciforme e, apesar de respirar por pulmões, não podem viver fora d'água. Diferenciam-se dos peixes pela ausência de escamas e de guelras e pela nadadeira caudal que, em vez de ser vertical como nos peixes, é transversal. A respiração é intermitente, feita por meio de espiráculos que permanecem fechados quando debaixo d'água. São exemplos de cetáceos: baleia, cachalote, golfinho, boto.
                Os Pinípedes têm as patas transformadas em nadadeiras. São animais marinhos, mas que voltam  à terra para reproduzir-se. Exemplos: leão-marinho, foca, morsa, lontra.
                Os Sirênios são exemplificados pelo dugongo e pelo peixe-boi. Este último, apesar do nome, é um mamífero aquático, comum nos rios da Amazônia.

                Existem também vários mamíferos semiaquáticos, isto é, são terrestres mas se adaptam bem à água, tais como: capivara, castor, hipopótamo, ornitorrinco.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

CONHECENDO OS MARSUPIAIS


Geraldo Victorino de França (Voinho)

                 A palavra marsupial, de origem grega, é empregada para designar os mamíferos cujas fêmeas têm um marsúpio - bolsa abdominal onde abrigam os filhotes, que aí recebem amamentação e se desenvolvem.  Em algumas espécies essa bolsa reduz-se a simples pregas da pele, que recobrem as glândulas mamárias.
                 A ordem Marsupial abrange poucas espécies, a maioria de origem australiana. As principais são: canguru, coala, vombate, gambá e cuíca. Alguns marsupiais são trepadores e vivem nas árvores, como os gambás e os coalas. Outros são terrestres, andam e pulam no chão, como os cangurus; porém, a cuíca-d'água é anfíbia, como a lontra.
                  A sua alimentação é muito variada: o canguru é herbívoro; o coala só se alimenta de folhas de eucalipto; o gambá é onívoro.
                  O canguru, apesar de ser quadrúpede, tem locomoção bípede: apóia-se nas patas traseiras, pois as patas dianteiras são pequenas e ficam distantes do solo durante a locomoção e quando o animal se alimenta. Anda aos pulos e, quando corre, pode dar pulos de até 8 metros de extensão.

                   Na fauna brasileira, os marsupiais são representados pelos gambás e cuícas.

domingo, 12 de julho de 2015

CONHECENDO OS MAMÍFEROS OVÍPAROS


Geraldo Victorino de França  (Voinho)

                Os cientistas admitem que os mamíferos são o resultado da evolução de um grupo de répteis, há milhões de anos. Esta hipótese é confirmada, em parte, pelos fósseis; e em parte, pela existência de alguns mamíferos que sobrevivem até nossos dias conservando alguns aspectos dos répteis, como os mamíferos ovíparos. da ordem Monotremos. Compreendem três  gêneros, restritos à Austrália: Ornitorrinco, Équidna e Taquiglosso.
                 Esses animais possuem afinidades com os répteis, especialmente no que diz respeito aos ossos do crânio, espinha dorsal e extremidades. Os aparelhos digestivo, reprodutor e excretor abrem-se numa câmara única, chamada cloaca ( daí o nome Monotremos ). Mas a característica mais relevante é a de serem ovíparos, isto é, põem ovos com gema e protegidos pela casca. As fêmeas possuem mamilos pouco diferenciados, com os quais amamentam seus filhotes.
                 O ornitorrinco possui um bico semelhante ao do pato, e patas curtas e palmadas, que o tornam excelente nadador. Alimentam-se basicamente de moluscos.
                O équidna tem focinho longo e estreito, corpo coberto por pelagem espinhosa e pés curtos com dedos providos de unhas fortes e afiladas. Alimentam-se de formigas e térmitas ou cupins.
                O taquiglosso é semelhante ao équidna, mas com o focinho mais curto.

                Os mamíferos atuais, na sua maioria, são vivíparos, isto é, as fêmeas dão à luz filhotes já formados.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

CONHECENDO OS ANIMAIS DOMÉSTICOS


Geraldo Victorino de França (Voinho)

               A Zootecnia trata da criação de animais para a obtenção de vários produto úteis,
tais como: carne, leite. ovos, gordura, lã, couro, etc. Na maioria são animais herbívoros, de
baixa conversão de matéria vegetal em carne, leite, etc. Por isso, os zootecnistas procuram criar raças mais produtivas e empregar novas técnicas, como confinamento, uso de rações balanceadas, inseminação artificial, etc.
              Os principais animais domésticos, criados em todo o mundo, são as seguintes:
           a) Bovinos. Existem raças especializadas, para produção de carne ou leite e derivados ( queijo, manteiga, etc. ).
              b) Suínos. Fornecem carne e gordura.
              c) Ovinos. Usados principalmente para carne e lã.
              d) Caprinos. Criados para a produção de carne e leite.
              e) Equinos. Empregados para transporte, tração e esporte.
               f) Asininos ou Muares. Usados para transporte e trabalho agrícola.
               g) Búfalos. Criados principalmente na Ásia, como animal de tração; também fornece carne e leite.
               h) Aves ( galinhas, patos, perus, etc. ). Criados para fornecimento de carne e ovos.

i)                    Animais de estimação ( cão, gato,  papagaio, etc. ).

sábado, 4 de outubro de 2014

CONHECENDO A FAUNA DO BRASIL


 Geraldo Victorino de França (Voinho)
   
            A fauna ( animais silvestres ) do Brasil é rica em espécies, contando com cerca de 700  espécies de mamíferos e 1.500 de aves, que se distribuem de acordo com os ambientes.
           Os rios e igapós da Amazônia são habitados por abundante fauna de peixes e mamíferos aquáticos, dos quais os mais conhecidos são o pirarucu, o tucunaré e o peixe-boi, este em vias de extinção. Acrescentando-se as várzeas, devem ser incluídos os répteis anfíbios, como o jacaré, a tartaruga ( também ameaçada de desaparecimento ) e certas serpentes como a sucuri.
          Na mata de terra firme encontram-se mamíferos carnívoros, como a onça e a jaguatirica, bem como: anta, macacos ( macaco-aranha,guariba, sagui, mico-leão, etc. ), capivara e diversas aves, com destaque para: papagaio, arara, tucano, gavião, etc., além de grande número de insetos ( borboletas, besouros, formigas, etc. ).
          A Mata Atlântica, antes de ser quase totalmente devastada, possuía rica fauna, com  destaque para: anta, capivara, onça, cachorro-do-mato, irara, macacos e pássaros diversos (tico- tico, sabiá, beija-flor, etc. ).
          Nos campos e cerrados encontram-se: veado-campeiro, jaguatirica, lobo-guará, queixada, raposa, tatu, tamanduá, cascavel, jararaca, ema, seriema e pássaros diversos.
          A fauna da caatinga é rica em aves, como papagaio, periquito, ema, gavião carcará, etc.; dentre os répteis destacam-se a cascavel e a iguana.

           Os rios e áreas alagadiças ( como o Pantanal ) são ricos em peixes, tais como dourado, surubim, pirarucu, piranha, etc. Também se  encontram répteis e anfíbios, como jacaré, rã e sapo, bem como aves aquáticas: garça, cisne, flamingo, saracura, etc.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

CONHECENDO OS ANIMAIS COM PRESAS


Geraldo Victorino de França (Voinho)

              Em Zoologia, o termo " presa " é usado em várias acepções, tais como: a) ser vivo capturado por um animal carnívoro, para seu sustento; b) garra de ave de rapina; c) nome dado aos  dentes inoculadores das cobras venenosas; d) dente canino pontiagudo de certos animais, especialmente carnívoros, que ultrapassa os  outros dentes.
               Vamos considerar os itens ( c) e ( d ), que são especializações dos dentes.
               Os répteis possuem um conjunto  de dentes pouco diferenciados entre si, exceto nas cobras venenosas. Dobrados em repouso,  os dentes das cobras se endireitam no momento da picada, servindo para inocular o veneno.
               No caso das solenóglifas, como a cascavel e a jararaca, as presas são ocas como agulhas de injeção, situadas na frente da boca, o que as torna muito perigosas. As opistóglifas, como a muçurana, ao contrário, têm as presas situadas no fundo da boca e não podem picar as vítimas, a não ser durante a deglutição.
                Os mamíferos possuem dentes  diferenciados, que podem ser de três tipos:  incisivos, caninos e molares. Normalmente, existem dois caninos, afiados e mais compridos, que servem para dilacerar as vítimas, como os felinos
( gato, leão, tigre, etc. ).

                 Uma diferenciação interessante são os colmilhos da morsa, do elefante e do javali. As presas das morsas são caninos muito desenvolvidos, que se projetam para fora da boca  e para baixo. As presas do elefante, ao contrário das da morsa, não se formam dos caninos, mas sim dos incisivos. Nos javalis machos, as presas se desenvolvem dos caninos inferiores, voltados para cima.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

CONHECENDO OS ANIMAIS COM GARRAS OU CASCOS


Geraldo Victorino de França ( Voinho)

              Garras e cascos são unhas modificadas dos dedos das patas dos animais.
              1. Animais com garras
             Dá-se o nome de garra à unha recurvada e pontiaguda da maior parte dos animais
vertebrados terrestres. A unha é um prolongamento córneo inserido na extremidade dos dedos, que ele recobre e protege.
               As garras servem para diversa finalidades, tais como: a) capturar e matar presas
para servir como alimento - felinos ( gato, leão, tigre, etc. ) e aves de rapina ( águia, falcão, coruja, etc.; b) subir em árvores - urso, macaco, preguiça, etc.; c) suspensão - morcego; d) empoleirar-se - arara, papagaio, pássaros, etc.; e) cavar a terra - animais fossadores - tatu, texugo, toupeira, etc.
               As unhas das aves de rapina são agudas e recurvadas, com as quais apanham as presas. Nos felinos são retráteis, isto é, invaginadas quando em repouso, a fim de evitar o seu desgaste.
                2. Animais com cascos
            O nome casco aplica-se à unha extremamente desenvolvida que envolve os dedos dos Ungulados - cavalo, ruminantes, suínos, etc.

Na evolução destes animais, os dedos passaram a suportar o peso dos animais e a unhas  transformaram-se em cascos para proteger os dedos.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

CONHECENDO A FAUNA DA EUROPA E DA AUSTRÁLIA


Geraldo Victorino de França (Voinho)

              1. Fauna da Europa
             A vegetação e a fauna do continente europeu sofreram grande influência da ação do
homem, de modo que as espécies de animais selvagens são raras.
              Ao norte, na faixa que era ocupada pela tundra - Escandinávia e norte da Rússia, encontram-se ainda: rena, alce, lobo, etc. A seguir, na faixa correspondente à taiga ou floresta de coníferas, encontram-se: lobo, urso-pardo, texugo, castor, etc. Nas áreas de floresta latifoliada encontram-se: esquilo, doninha, raposa, javali, etc.
Nos campos são encontrados: cervo, saiga, ouriço, porco-espinho, toupeira, faisão, perdiz, rouxinol, etc. Nos Alpes, nos Cárpatos e nas áreas de relevo montanhoso, encontram-se: marmota, cabrito-montês, águia, falcão, etc.
                 Nos rios, pântanos e lagos são  encontrados: salmão, truta, búfalo, lontra, cegonha, garça, etc. A fauna marinha da costa do Atlântico é representada por: foca, morsa, anchova, bacalhau, camarão, etc.
                 2. Fauna da Austrália
               Devido ao seu isolamento, a fauna do continente australiano é rica em espécies peculiares. Dentre os mamíferos superiores,  só são encontrados o javali e o dingo. Os marsupiais são numerosos: canguru, esquilo-voador, rato-canguru, coala, etc. Outros animais peculiares são: ornitorrinco, équidna, cacatua, casuar, ema, kiwi, vombate, ave-do-paraiso, diabo-da-Tasmânia, etc. Também são encontrados: cisne-negro, rato, morcego, etc.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

CONHECENDO AS AVES PARASITÁRIAS


Geraldo Victorino de França (Voinho)

          Cerca de 80 espécies de aves, pertencentes a diversas famílias, são totalmente parasitárias na época da incubação, pondo os ovos em ninhos que não são seus e deixando os filhotes aos cuidados de outras aves. Existem outras espécies que são parcialmente parasitárias, fazendo habitualmente os próprios ninhos e cuidando dos filhotes, mas às vezes depositam os ovos em ninhos de outras aves.
         É entre os patos que se encontra  o maior número desses parasitas. Mais de 20 espécies depositam os ovos, pelo menos de vez em quando, nos ninhos dos vizinhos; um marreco norte-americano assim procede com  mais frequência do que da maneira habitual.
          A mais famosa das aves parasitárias é o cuco - da Europa, Ásia e África. Mais de 300 espécies de aves são parasitadas por esse mestre da intromissão em ninhos alheios. Para abrir espaço para si, em ninho pequeno, o filhote de cuco contorce-se e agita-se até que os companheiros ou os ovos não eclodidos caiam do ninho.
     Enquanto metade dos cucos do Velho Mundo são parasitas, os do Novo Mundo não o são, com poucas exceções.

        No Novo Mundo, os pássaros-pretos ou chupins constituem o principal grupo de aves parasitárias. Cada um dos filhotes de chupim  é criado às custas de um ou dois filhotes da ave hospedeira, principalmente do tico-tico.

sábado, 7 de setembro de 2013

CONHECENDO AS AVES AQUÁTICAS


Geraldo Victorino de França (Voinho)

              Existem diversas ordens e famílias de aves adaptadas à vida aquática, as quais nas
antigas classificações abrangiam as aves " palmípedes ", isto é, com patas palmadas. Essas aves possuem dois dedos das patas unidos por uma membrana natatória, como as gaivotas e os albatrozes; ou os quatro dedos unidos, como os pelicanos e os cormorões.
               Os pinguins são aves aquáticas que também possuem patas palmadas, mas cujas asas foram transformadas em nadadeiras. Portanto, não voam mas estão adaptadas à locomoção na água. Esses três grupos de aves aquáticas frequentam ambientes marinhos.
                Calcula-se que existam 260 espécies de aves marinhas e cerca de 600 espécies de
aves ribeirinhas - de lagos, pântanos e alagadiços. Estas últimas incluem as chamadas aves
" pernaltas " - com pernas compridas e, às vezes, pescoço longo, como garça, flamingo, cegonha, íbis, etc. Outro grupo é constituído por patos, gansos, cisnes, etc.

                 Cumpre destacar a influência da corrente oceânica de Humboldt, que vem do sul  e corre junto à costa ocidental da América do Sul, a qual é rica em plâncton - base da cadeia alimentar nos mares. Em conseqüência, milhares de aves marinhas se concentram nessa área, dando origem aos depósitos de " guano "- constituído  por excrementos dessas aves e que é empregado como adubo, representando uma das principais fontes de renda do Peru. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

CONHECENDO OS MAMÍFEROS AQUÁTICOS


 Geraldo Victorino de França ( Voinho)

                 Os mamíferos geralmente são terrestres, porém existem algumas espécies, como as focas, que estão perfeitamente adaptadas à vida  no mar: seus membros transformaram-se em barbatanas adequadas à locomoção na água. O gigante desse grupo, que é também um dos maiores mamíferos, é o elefante-marinho. Um macho adulto pode atingir 5,5 metros de comprimento e pesar mais de 3 toneladas.
             A baleia, a orca, o cachalote e o golfinho, da ordem dos Cetáceos, estão ainda  melhor adaptados à vida no mar do que as focas. Na realidade, embora sejam animais de temperatura regulável e que amamentam seus filhotes, são freqüentemente confundidos com peixes, por pessoas de pouca cultura. Isso, no entanto, não é de admirar, pois diferem da maioria dos mamíferos por terem pouco ou nenhum pêlo; e por terem a cabeça, o tronco e a cauda inteiramente soldados, o que lhes dá a aparência típica  de peixes. Além disso, não possuem patas, e sim barbatanas.
            Alguns cetáceos, como o boto-branco e o tucuxi, vivem em ambiente fluvial, como  os rios Amazonas e Orenoco.

                    Existem ainda mamíferos anfíbios, isto é, que vivem tanto na terra como na água, como é o caso do hipopótamo, do castor e da capivara.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

CONHECENDO OS ANIMAIS COM BARBATANAS



Geraldo Victorino de França (Voinho)

Chamam-se barbatanas ou nadadeiras os órgãos membranosos de certos animais que lhes permitem nadar, isto  é, locomover-se na água. Alguns desses animais se deslocam nas águas do mar e outros, nas águas de rios e lagos.
    As barbatanas são órgãos típicos dos peixes, animais adaptados à vida aquática; mas também são encontradas em alguns mamíferos da ordem Cetáceos e nos pinguins.
    Nos peixes, conforme a sua localização, são denominadas: a) dorsais; b) peitorais; c) ventral; d) anal; e) caudal. Podem ser pares ( peitorais e ventrais ) ou ímpares ( dorsal, anal e caudal ). As nadadeiras pares e a caudal servem para  a propulsão, enquanto que as ímpares servem para direção e estabilização.
       Os cetáceos são mamíferos que têm as patas dianteiras transformadas em barbatanas, corpo pisciforme ( em forma de peixe ), sem patas traseiras e dotados de uma nadadeira caudal. Exemplos: baleia, orca, foca, golfinho, boto, etc.
         Os pinguins são aves marinhas, incapazes de voar, mas que podem nadar porque as asas se transformaram em  nadadeiras. Também podem se locomover em terra, usando as duas patas.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

CONHECENDO OS TIPOS DE REVESTIMENTOS DOS ANIMAIS



Geraldo Victorino de França (Voinho)

O corpo dos animais é revestido por diferentes tipos de órgãos, tais como: pele, pelos, penas, escamas, espinhos.
                 1.Pele. A pele é a membrana que recobre o corpo de muitos animais. No caso dos vertebrados, a pele apresenta duas camadas: a externa ou epiderme, a interna ou derme, além de anexos: pelos, penas, escamas, unhas, espinhos, etc. Cabe destacar a pele grossa dos paquidermes: elefante, hipopótamo, rinoceronte.
                  2. Pelos. São excrescências filiformes da pele de certos animais, principalmente
mamíferos. Os animais das regiões frias, como os ursos, às vezes renovam sua pelagem à entrada do inverno ( muda ). Certas espécies  caracterizam-se por pelos lanosos ( carneiro ), picantes ( ouriço ), de dois tipos ( coelho ), ou pela ausência de pelos ( baleia ). Os pelos de certas lagartas são venenosos.
                 3. Penas. São órgãos característicos das aves. As grandes penas das asas e da cauda sustentam a ave em voo. Certas aves têm penas de tipo especial, como o pavão macho e o avestruz.
         4. Escamas. São placas duras que, associadas a outras placas semelhantes, constituem o revestimento protetor de todo ou de parte do corpo de muitos animais. Os mamíferos que possuem escamas são os Desdentados ( tatu, pangolim, etc. ), mas alguns Roedores ( castor ) têm cauda escamosa. Dobras escamosas cobrem todo o corpo dos Répteis ( lagartos e cobras ). Os Peixes têm o corpo revestido por escamas de vários tipos: independentes ou imbricadas, de bordo livre dentado ou arredondado.
          5.Espinhos. São excrescências da pele de certos animais, como ouriço-cacheiro e porco-espinho; servem como arma de ataque e defesa.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

CONHECENDO O RELEVO TERRESTRE



Geraldo Victorino e França (Voinho)

 Dá-se o nome de relevo às desigualdades da superfície terrestre, representadas por três formas básicas: a) elevações; b) vertentes; c) depressões.
        As elevações se destacam na paisagem por sua maior altitude, em relação ao nível das formas vizinhas. Quando isoladas, recebem os nomes de colina, morro, montanha. Quando
agrupadas, são denominadas serra, cordilheira ou cadeia de montanhas.
      Vertentes ou encostas são as  superfícies laterais inclinadas que limitam as elevações, ligando o cume à base. Quanto à forma, as vertentes podem ser: a) planas; b) convexas; c) côncavas.
       Quando duas vertentes se unem pela parte superior, formam uma crista, espigão ou divisor de águas; quando se ligam pela parte inferior, formam um vale, em cujo fundo ou talvegue correm os rios. Se a passagem é estreita e escarpada, recebe o nome de garganta ou desfiladeiro.
        As depressões se caracterizam por sua menor altitude, em relação às formas  vizinhas. É a posição ocupada por lagos, lagoas e pântanos.
       Quando a superfície do terreno  é relativamente uniforme, recebe os nomes de; a) planície, se situada à baixa altitude; b) planalto, se situada à grande altitude.
         As vertentes costumam apresentar declividades ou inclinações muito diferentes, de modo que se pode distinguir, na superfície do terreno, áreas com relevo ora mais, ora menos ondulado. Para a sua descrição, usam-se cinco classes de relevo: a) plano; b) suavemente  ondulado; c) ondulado; d) fortemente ondulado; e) montanhoso.  

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

CONHECENDO AS ADAPTAÇÕES DOS BICOS DAS AVES



Geraldo Victorino de França (Voinho)

Dá-se o nome de bico à região bucal das aves, formada por duas mandíbulas ósseas,
cada uma revestida por um estojo córneo, pontudo ou cortante.
        A forma do bico das aves geralmente está adaptada ao regime alimentar. Exemplos:
                 a) o pica-pau tem um bico apropriado para furar a casca das árvores, a fim de buscar insetos para a sua alimentação;
                 b) o bico em forma de funil do noitibó capta, em pleno vôo, os insetos dos quais se alimenta;
                 c) a espécie de peneira formada pelas denteações do bico e da língua do pato, re-
têm os minúsculos animais que se encontram na lama;
                 d) o bico fino e alongado do beija-flor lhe permite aspirar o néctar das flores;
                 e) o pelicano tem um bico longo que sustenta, inferiormente, um verdadeiro saco de provisões;
                  f) a garça tem um bico em forma de lança, para apanhar peixes;
                  g) o bico curvado e cortante das  aves de rapina ( gavião, águia, falcão, etc.) lhes
permite rasgar com facilidade a carne de suas presas.
                  Algumas espécies de aves usam  o bico curvo, juntamente com os pés, para  se
agarrar e trepar em árvores, como a arara, o papagaio e o periquito.

Profª Zilda e Dr. Profº França

Profª Zilda e Dr. Profº França

Esta é a mais nova netinha do Voinho, a Maria Valentina

ORAÇÃO DOS ANIMAIS DA POETISA IVANA M F NEGRI DECLAMADA POR BETTY GOFFMAN NO DOMINGÃO DO FAUSTÃO