"VOINHO"

Geraldo Victorino de França é engenheiro agrônomo, professor aposentado da Esalq/USP – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Foi casado com a professora Zilda Giordano Victorino de França, tiveram 4 filhos, 12 netos e cinco bisnetas. Os verbetes surgiram como um hobby,enviados pela Internet aos filhos e netos. São curiosidades e notas explicativas sobre temas diversos. Como são assuntos interessantes e educativos, surgiu a ideia de compilá-los num livro. Muitos desses verbetes já foram publicados na Enciclopédia Agrícola Brasileira, editada pela Esalq/USP e também na coluninha PLANETA TERRA que era publicada aos sábados no Jornalzinho, suplemento infantil do JORNAL DE PIRACICABA. Também já colaborou na coluna PECADOS DA LÍNGUA, coordenada por Elisa Pantaleão, veiculada aos sábados no jornal A GAZETA DEPIRACICABA.
É membro da Academia Piracicabana de Letras - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior

“Voinho” é o apelido carinhoso como é chamado pelos netos e bisnetas.

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by Mara Bombo
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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

CONHECENDO A LENDA DO CURUPIRA



Geraldo Victorino de França (Voinho)

                       O Curupira é uma criatura do folclore brasileiro. É geralmente representado como um menino escurinho, de cabelos compridos e vermelhos, com os pés invertidos - dedos para trás e calcanhares para frente. É o protetor das árvores e dos animais que habitam as florestas, espantando os lenhadores e os caçadores..
                      Não é um gênio bom, é antes enganador. Seus pés virados para trás deixam rastros falsos no chão, iludindo os perseguidores.
                       Engana-os com assobios e sinais falsos, sendo considerado um " gênio da mentira ". Gosta de fumo e pinga; e tem medo da cruz, mudando de itinerário se encontra alguma.
                      Por sua vez, os lenhadores e caçadores procuram suborná-lo com oferendas deixadas em lugares estratégicos.
                      A sua lenda é bastante difundida no Brasil e nos países vinhos, mas suas características variam . Em algumas versões o Curupira; em outras, tem orelhas enormes ou é totalmente calvo, podendo ou não, portar um machado.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

CONHECENDO A HISTÓRIA DE SANSÃO


Geraldo Victorino de França (Voinho)

                 Sansão é um personagem bíblico, juiz dos hebreus, célebre por sua força prodigiosa e pelas lutas que empreendeu contra os filisteus, povo vizinho aos israelitas.
                 Na descrição dos feitos de Sansão, são evidentes as semelhanças entre a sua história e a do herói greco-romano Hércules.
                 Segundo a lenda, antes do seu nascimento apareceu um anjo à sua mãe que o filho guardaria o voto dos nazarenos, jamais cortaria os cabelos, não  beberia vinho, nem comeria alimentos impuros.
                Suas aventuras começam na juventude, quando matou um leão usando apenas as mãos. Ao alcançar  a maioridade desposou uma jovem filistéia, que o traiu casando-se com outro homem. Sansão vingou-se atando archotes acesos à cauda de raposas e soltando-as em meio às searas dos filisteus. Estes chamaram os  hebreus e exigiram-lhes que entregassem Sansão. Preso, rompeu as cordas que o amarravam e, armado de uma queixada de burro, matou cerca de 1.000 filisteus. Mais tarde, novamente preso na cidade de Gaia, conseguiu escapar arrancando as portas da cidade.

                Apaixonado por Dalila, contou-lhe o segredo de sua extraordinária força, que residia nos seus  longos cabelos. Foi por ela traído, que lhe cortou os cabelos enquanto dormia e o entregou aos inimigos. Mais tarde, quando o cabelo cresceu e Sansão recuperou a força, derrubou as colunas do templo de Dagon,  durante uma cerimônia religiosa.  

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

CONHECENDO A LENDA DO LOBISOMEM

(foto: Google)



Geraldo Victorino de França (Voinho)

              Lobisomem é uma figura do folclore medieval, misto de lobo e homem. A capacidade de se transformar em lobisomem resulta de pacto com o diabo, ou de cópula entre feiticeiras e lobos.
              Diz a lenda que o lobisomem perambula à noite pelos campos e terrenos ermos, matando cães e atacando pessoas. É lenda universalmente difundida entre os povos europeus.
              A lenda também diz que o encantamento e a metamorfose acontecem às sextas-feiras, em noites de lua cheia. Da meia-noite às duas horas da manhã, o lobisomem tem de cumprir sua ronda fatídica, visitando sete cemitérios de igrejas, sete vilas, sete outeiros, sete encruzilhadas, até retornar ao local de partida, onde retoma a forma de homem.

              Como homem, é extremamente pálido, magro, pecaminoso, de orelhas compridas e nariz afilado. Como lobo, é assassino e antropófago. Para desencantá-lo, basta o menor ferimento que cause sangue. Se alguém, por acaso, sujar-se com seu sangue, herdará sua triste sina. 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

CONHECENDO A LENDA DE DÉDALO E ÍCARO


Geraldo Victorino de França (Voinho) 

                 Dédalo e Ícaro são personagens da mitologia grega. Dédalo era um artesão ateniense muito hábil, responsável por várias obras nas áreas de arquitetura e escultura. Tinha um aprendiz chamado Talos, que se mostrou bastante hábil, inventando a serra a partir das mandíbulas de um crocodilo, despertando a ira e a inveja de Dédalo, que o arremessou de cima do telhado matando-o. O crime foi descoberto e Dédalo teve de fugir para a ilha de Creta, onde se apresentou ao rei  Minos como arquiteto e inventor.
                Foi o responsável pela construção do Labirinto, onde foi enclausurado o Minotauro. Mas Dédalo acabou aprisionado dentro dele, juntamente com seu filho Ícaro, por ter ensinado a Ariadne o segredo para escapar do labirinto ( utilizar um fio preso na entrada e que ia se desenrolando à medida que se avançasse para o interior do labirinto ). Ariadne ajudou Perseu  a sair do labirinto, depois de nele penetrar e matar o Minotauro.

                Dédalo fabricou então asas fixadas com cera e ele e seu filho puderam escapar do labirinto; mas Ícaro ignorou as advertências do seu pai e voou em direção ao Sol, que derreteu a cera das asas e o fez cair ao mar e morrer afogado.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

CONHECENDO A LENDA DOS ARGONAUTAS


Geraldo Victorino de França (Voinho)

               Os Argonautas eram um grupo de heróis da mitologia grega, de uma geração antes da guerra de Tróia.
Ao todo, eram 50 companheiros que, comandados por Jasão, embarcaram no navio Argos ( daí o nome argonautas ), numa difícil e perigosa viagem até Colchis, para recuperar o velocino de ouro ( carneiro de lã de ouro ).
               Cruzaram o mar Egeu, fazendo escala em Lemnos, onde encontraram uma vila habitada só por mulheres, que haviam matado todos os homens. Passaram pelo estreito de Helesponte, onde encontraram o adivinho cego Finco, que era atormentado pelas hárpias. Aí, prepararam uma armadilha e derrotaram  as hárpias.
               Quando os heróis chegaram ao seu destino,  tiveram que enfrentar outro desafio: derrotar dois touros de bronze que soltavam fogo pelas narinas. Medéia, esposa de Jasão, preparou para ele uma poção que lhe conferia imunidade ao fogo; e Jasão conseguiu derrotar os touros. Depois Medéia preparou um feitiço de  sono que fez com que o dragão de guarda adormecesse e Jasão pode, então, roubar o velocino de ouro
                 Quando chegaram em Creta, tiveram de enfrentar Talos, um autômato construído por Hefesto para proteger a ilha de qualquer invasor. Com a ajuda de Medéia, Jasão conseguiu chegar perto de Talos e desligar o seu mecanismo.

                 Finalmente chegaram ao seu destino, com o velocino de ouro. As aventuras dos Argonautas  duraram quatro meses.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

CONHECENDO OS SIGNIFICADOS DE CERES


Geraldo Victorino de França (Voinho)

            O termo Ceres é usado com vários significados, a saber:
             1. Mitologia romana. Deusa da agricultura, filha de Saturno e Réa, irmã de Júpiter, equivalente  a Demeter na mitologia grega. A cada nova colheita, os romanos faziam, em sua homenagem, ofertas de trigo e  cevada, as chamadas " cerealia munera ". Deste costume provém o vocábulo " cereal ", aplicado aos  grãos que constituem a base da alimentação do homem e dos animais domésticos - arroz, trigo, milho, etc.
              Ceres amava sua filha Proserpina. Certo dia, enquanto Proserpina colhia flores no campo, foi raptada por Hades, deus do inferno. Ceres procurou-a dia e noite, pelo mundo inteiro, até que se encontrou com o Sol, que lhe contou o rapto de sua filha. Procurou ajuda de Júpiter, que intercedeu junto a Hades, para que devolvesse Proserpina à Ceres, desde que ela nada houvesse comido no inferno. Infelizmente, ela havia comido os grãos de uma romã e, por isso, só lhe foi permitido passar seis meses com sua mãe e os outros seis meses  no inferno. Proserpina simboliza as sementes de cereais que germinam e permanecem na terra meio ano  e depois frutificam.
               2. Mitologia grega. Ceres são monstros retratados em cenas de batalhas como seres negros com asas, dentes afiados e garras enormes, que  penetravam nos corpos dos guerreiros mortos e arrancavam suas almas, levando-as para o mundo subterrâneo. Eram consideradas mulheres, todas filhas de Érebo.

               3. Astronomia. Nome de um asteróide com diâmetro de 770 km, situado entre as órbitas de Marte e Júpiter.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

CONHECENDO O SACI-PERERÊ


Geraldo Victorino de França (Voinho)

                  Saci-Pererê, ou simplesmente Saci, é um personagem do folclore brasileiro, bastante conhecido de norte a sul. É um negrinho de uma perna só, com um gorro vermelho e com cachimbo na boca, que sai à noite, perturbando os viajantes e tropeiros, pedindo fumo  e fazendo-os errar o caminho. Vive fazendo diabruras, como por exemplo, fazer trança na crina dos cavalos.
                  É superstição bastante generalizada entre os roceiros, colocar fumo para o Saci  nos galhos das árvores, a fim de evitar as suas diabruras.
                  Há uma outra versão, de origem tupi-guarani, segundo a qual o Saci é uma ave encantada. Porém, a forma mais popular é a descrita anteriormente.

                  O Saci tornou-se figura popular devido ao  grande escritor Monteiro Lobato, autor da obra " O Saci ".

terça-feira, 14 de outubro de 2014

CONHECENDO A LENDA DAS SEREIAS


Geraldo Victorino de França (Voinho)

          As sereias são entidades fantásticas da mitologia grega. Eram filhas de Fórcis, deus marinho, segundo alguns; ou, segundo outros, filhas de Aquelous, divindade fluvial, ede uma ninfa. Eram descritas como metade peixe e metade mulher, possuidoras de belo canto, que enfeitiçava os navegadores, fazendo com que perdessem o controle dos barcos e encalhassem nas rochas. Dizia a lenda que habitavam rochedos escabrosos, entre a ilha de Capri e a costa da Itália.
        Terminada a Guerra de Tróia, ao retornar a Itaca, sua terra natal, Ulisses foi obrigado a usar essa passagem sinistra. Ordenou então aos marinheiros que vedassem os ouvidos com cera, a fim de que não escutassem o fatal canto; e fez-se amarrar ao mastro da embarcação, para  assim ouvi-lo sem perigo. Ao perceberem que o barco de Ulisses escapara ao encantamento, as sereias se indignaram e se lançaram ao mar.
     Com o decorrer do tempo, a lenda sofreu modificações. Inicialmente, as sereias eram representadas por uma figura metade pássaro e metade mulher, passando depois à forma com a qual hoje são conhecidas - metade peixe e metade mulher. Propagada pelos navegadores,  a lenda logo se difundiu para outras regiões. No Brasil, por exemplo, o mito das sereias se contaminou com outros, não só de origem tupi-guarani, mas também de procedência negro-africana. Assim, a lenda das sereias confundiu-se com a da iara, entidade folclórica que, com sua beleza e seu canto, atrai os homens para o fundo do mar.



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

CONHECENDO OS DEUSES DA MITOLOGIA GRECO-ROMANA


Geraldo Victorino de França (Voinho)

            Os gregos e romanos antigos procuravam explicar a origem do mundo e os fenômenos naturais por meio de lendas envolvendo diversas divindades. Curiosamente, há correspondência entre os deuses dessas duas civilizações, como se indica a seguir.
         
     Romanos     Deuses                Gregos
     Apolo            deus da luz                 Apolo
     Baco            deus do vinho                Dionísio
     Ceres          deusa da agricultura        Demeter
     Diana           deusa da caça                 Ártemis
     Hércules      mito do herói                Hércules
    Juno             deusa do casamento         Hera
    Júpiter         pai de todos os deuses      Zeus                   
     Marte           deus da guerra                 Ares
     Mercúrio      deus dos viajantes          Hermes                  
     Minerva        deusa da sabedoria       Atena
     Netuno         deus dos mares             Posêidon
     Plutão           rei dos infernos            Hades
     Vênus           deusa do amor             Afrodite

     Vulcano        rei do fogo                   Hefesto

domingo, 30 de outubro de 2011

CONHECENDO O SACI-PERERÊ

Geraldo Victorino de França (Voinho)
Saci-Pererê, ou simplesmente Saci, é um personagem do folclore brasileiro, bastante conhecido
de norte a sul. É um negrinho de uma perna só, com um gorro vermelho e com cachimbo na boca, que sai à noite, perturbando os viajantes e tropeiros, pedindo fumo e fazendo-os errar o caminho. Vive fazendo diabruras, como poe exemplo, fazer trança na crina dos cavalos.
É superstição bastante generalizada entre os roceiros, colocar fumo para o Saci nos galhos das
árvores, a fim de evitar as suas diabruras. Há uma outra versão, de origem tupi-guarani, segundo a qual o Saci é uma ave encantada. Porém, a forma mais popular é a descrita anteriormente.
O Saci tornou-se figura popular devido ao grande escritor Monteiro Lobato, autor da obra " O Saci ".

sexta-feira, 24 de junho de 2011

CONHECENDO A LENDA DAS SEREIAS

Geraldo Victorino de França (Voinho)

As Sereias são entidades da mitologia grega. Eram descritas como seres metade mulher e metade peixe, empunhando uma lira e possuidoras de belas vozes capazes de encantar os navegadores e fazer com que perdessem o controle dos barcos e encalhassem nas rochas.
Diz a lenda que as sereias habitavam rochedos escarpados, entre a ilha de Capri e o litoral da Itália, separados por uma passagem estreita. Terminada a Guerra de Tróia, Ulisses, ao regressar a Itaca, sua terra natal, foi obrigado a usar essa passagem sinistra. Ordenou então aos seus marinheiros que tapassem os ouvidos com cera, para não escutarem o belo e fatal canto, e fez-se amarrar ao mastro da embarcação, para assim escapar ao encantamento das sereias.
No Brasil, a lenda das sereias foi adaptada ao folclore nacional na forma da Iara, que vive nas águas doces do rio Amazonas. Penteia seus longos cabelos com um pente de ouro e o seu canto tem o poder de enfeitiçar os homens , que entram no rio e acabam se afogando.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

CONHECENDO A LENDA DE OSÍRIS


Geraldo Victorino de França (Voinho)

Osiris é um dos deuses do politeísmo egípcio, protetor dos mortos, a cujo culto estava intimamente ligado. Em torno de sua figura formou-se uma lenda de grande repercussão , não só no Egito antigo, como também fora dele. Conta a tradição que Osiris foi originalmente rei do Egito, mas foi traído por seu irmão Set.
Osiris, cujo mito se identifica com o do Sol, casou-se com sua irmã Isis, cuja lenda se prende à Lua. O prestígio de Osiris despertou a inveja de seu irmão Set, encarnação do espírito do Mal. Set urgiu uma trama contra Osiris pela qual, durante um banquete, conseguiu aprisioná-lo numa urna, ordenando que a jogassem no rio Nilo. A urna, arrastada até o mar, chegou às costas da Fenícia. Isis, desesperada, procurou por toda parte o corpo do esposo e, encontrando-o, trouxe-o de volta e o depositou no delta do Nilo. Set, sabedor de que a cunhada havia encontrado o corpo do irmão, dele se apossou e esquartejou-o em quatorze pedaços, que espalhou por várias partes. Porém, Isis não desistiu de procurá-los, acabando por reunir todos os pedaços. Com a ajuda de sua irmã Neftis, de seu filho Horus,de sua sobrinha Anubis e do deus Tot, restaurou o corpo do marido, embalsamando-o. Tot, por processos mágicos, fez Osiris voltar à vida e à imortalidade.
Set foi combatido por Horus em longa e terrível guerra. Os deuses, intervindo, obrigaram Set a restituir a herança e o trono a Horus que, desde então, tornou-se o rei dos dois Egitos, o do norte e o do sul. Foi o antecessor dos faraós, lenda esta que explica o título Horus Vivo, usado pelos supremos mandatários egípcios.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Conhecendo a Lenda de Aquiles

Geraldo Victorino de França (Voinho)

Aquiles foi um herói da mitologia grega, filho de Peleu e de Tétis, ninfa marinha ( que não se deve confundir com Tétis, a deusa do oceano ). Como as Parcas profetizaram que o filho morreria cedo, sua mãe mergulhou-o nas águas do rio Estige para torná-lo invulnerável. Realmente, todo o seu corpo, exceto o calcanhar por onde o segurou, adquiriu invulnerabilidade.
Aquiles tornou-se um jovem forte e belo, o mais veloz nas corridas. Participou da Guerra de Tróia, comandando uma frota grega de 50 navios e tornou-se o mais famoso dos guerreiros. No décimo ano de luta, capturou a jovem Briseida, que lhe foi arrebatada por Agamenon, chefe supremo dos gregos. Agastado com essa afronta, retirou-se da guerra. Sentindo a falta de seu valioso auxílio, os gregos conseguiram persuadi-lo a ceder sua armadura e os seus guerreiros a seu amigo Pátraco. Este, porém, foi morto por Heitor, que se apoderou de sua armadura.
Sedento de vingança, Aquiles reconciliou-se com Agamenon. De armadura e escudo novos, forjados por Vulcano, voltou à luta e matou Heitor. Pouco depois
Páris, irmão de Heitor, lançou contra Aquiles uma flecha envenenada que, guiada por Apolo, atingiu o seu calcanhar, a única parte vulnerável do seu corpo.
O tema das proezas desse herói é tratado na Ilíada de Homero, que relata a Guerra de Tróia. A morte de Aquiles e seu funeral são tratados na Odisséia, também escrita por Homero.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Conhecendo a Lenda do Minotauro


CONHECENDO A LENDA DO MINOTAURO

Geraldo Victorino de França (Voinho)

Segundo a mitologia grega, Posêidon - deus dos mares, enviou a Minos -- rei de Creta, um touro branco que deveria ser sacrificado em sua homenagem. Deslumbrado com a beleza do animal, Minos não obedeceu e guardou o touro para si. em represália, Posêidon despertou na rainha Pasifae, mulher do rei, uma paixão doentia pelo animal. Dessa união nasceu o Minotauro, um monstro com corpo de homem e cabeça de touro. Logo após o seu nascimento, o Minotauro foi levado para o labirinto, construido pelo arquiteto Dédalo e de onde ninguém conseguia sair. Anos mais tarde, Minos declarou guerra à Atenas para vingar a morte de seu irmão Androgeu. Vitorioso, exigiu que os derrotados enviassm, a cada nove anos, sete rapazes e sete moças para serem devorados pelo Minotauro. Quando os atenienses se preparavam para pagar o tributo, pela terceira vez, o herói Teseu se ofereceu como voluntário. Penetrou no labirinto, armado de clava, matou o Minotauro e, guiado por um fio que ficara preso na entrada e que lhe fora dado por Ariádne, filha de Minos, saiu do labirinto em companhia de Ariádne e seus companheiros gregos.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Conhecendo a Lenda das Amazonas

CONHECENDO A LENDA DAS AMAZONAS
Geraldo Victorino de França (Voinho)

Segundo a mitologia grega, as Amazonas eram um grupo de mulheres guerreiras que habitavam o Cáucaso, vivendo nas margens do mar Negro. A palavra " amazonas " é de origem grega e significa "sem seios". As amazonas atacavam as aldeias próximas, uma vez a cada ano, e procriavam com os homens dessas aldeias. Quando nasciam as crianças, elas devolviam os machos e ficavam com as meninas, que criavam como guerreiras. Dizem que queimavam o seio direito de suas filhas para facilitar o manejo do arco, daí o seu nome.
Construíram o templo de Éfeso e adoravam a deusa Ártemis. Fundaram várias cidades, entre as quais a mais famosa era Éfeso, na Ásia Menor. Lutaram contra os gregos na Guerra de Tróia, e Aquiles matou uma de suas rainhas, Tentesilea.
Quando Hércules, ao realizar um de seus doze trabalhos, arrebatou o cinturão da rainha Hipólita e sua irmã Antíope foi raptada por Teseu, as amazonas, em represália, invadiram Atenas, mas o seu exército foi aniquilado.
Em geral, são representadas à cavalo, armadas de arco e lança, ou com machadinha de combate e escudo.
Essa lenda clássica recebeu novo alento quando Orellana, ao descer pela primeira vez o rio Amazonas, relatou que combateu com uma tribo de mulheres guerreiras como as amazonas, o que deu origem ao nome do grande rio

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Conhecendo o Mito de Cleópatra

CONHECENDO O MITO DE CLEÓPATRA
Geraldo Victorino de França (Voinho)

Cleópatra foi a última rainha do antigo Egito. Subiu ao trono aos 17 anos, juntamente com seu irmão Ptolomeu XIII, com quem, segundo o costume egípcio, deveria se casar. Alguns anos mais tarde, privada de qualquer autoridade real, exilou-se na Síria, de onde começou a se preparar para reaver seus direitos pela força das armas. Nesta altura, Júlio Cesar, que seguira Pompeu até o Egito, foi seduzido pelos encantos de Cleópatra, lutando a seu favor na guerra civil que se seguiu. Ptolomeu foi derrotado e morto , sendo Cleópatra reconduzida ao trono, com seu irmão menor, Ptolomeu XIV, então com 11 anos de idade. Não houve relacionamento sexual nesse casamento.
Três anos mais tarde, quando Ptolomeu reclamou sua parcela de autoridade, foi envenenado por sua irmã, que levou ao trono Cesarion, filho de seus amores com Cesar. Dizem que Cleópatra testava a eficiência de seus venenos dando-os aos seus escravos.
Cleópatra viajou para Roma, onde foi recebida por Cesar, com quem viveu até o assassinato dele. Decidiu então voltar para o Egito, tornando-se amante de Marco Antonio, de quem recebeu vastos territórios, como a Judéia e a Arábia. Sua ligação com Marco Antonio e as doações que recebeu a tornaram impopular em Roma, do que se aproveitou Otávio para declarar guerra contra ela. A esquadra egípcia foi destroçada e Cleópatra fugiu para Alexandria, onde Otávio foi encontrá-la. Por proposta de Otávio, aceitou assassinar Antonio e convidou-o a com ela se encontrar em um mausoléu, para que pudessem morrer juntos. Marco Antonio suicidou-se na errônea suposição de que Cleópatra faria o mesmo, o que não aconteceu.
Otávio resistiu às seduções de Cleópatra, que então se matou fazendo-se picar por uma víbora, evitando assim o vexame de entrar em Roma como prisioneira de Otávio. Com ela findou a dinastia dos Ptolomeus e o Egito passou a ser província romana.
Cleópatra era considerada especialista na arte do amor. Teve seu primeiro amante aos 12 anos. Dizem que chegou a levar 100 homens para a cama em uma única noite.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Conhecendo os Dragões

CONHECENDO OS DRAGÕES
Geraldo Victorino de França (Voinho)

Os dragões são monstros fabulosos, presentes em várias mitologias, geralmente maléficos, concebidos como um grande lagarto ou serpente, alado,que lança fogo pela boca. A palavra dragão é originária do grego " drakón ", usado para definir grandes serpentes.
A variedade de dragões descritos em lendas e mitos é enorme, abrangendo criaturas bem diversificadas, podendo ser fontes sobrenaturais de sabedoria e força, como na China, ou simplesmente feras destruidoras, como na maioria das mitologias.
No Egito antigo, os dragões geralmente eram associados com serpentes e relacionados com a ideia do mal. Na Mesopotâmia também havia essa associação de dragões com o mal e o caos. Na Grécia e em Roma, embora fosse mais comum a idéia de dragão maléfico, por vezes tinham poderes benéficos. Na cultura cristã , o dragão tornou-se um símbolo do pecado e do paganismo. Os dragões dos mitos pagãos do Oriente tomaram novas formas nas lendas das vitórias de São Miguel e São Jorge sobre dragões. Aliás, o extermínio desses monstros é o feito maior de muitos heróis, como Perseu.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Conhecendo a lenda do Boitatá

CONHECENDO A LENDA DO BOITATÁ
Geraldo Victorino de França (Voinho)

O Boitatá é uma criatura do folclore brasileiro, uma versão do mito explicativo do fogo-fátuo, existente em quase todas as culturas.
Fogo-fátuo é uma chama rápida e fugaz que ocorre nos lugares onde se decompõe a matéria orgânica, como nos pântanos. É produzido pelas emanações de gases inflamáveis espontaneamente.
Na Alemanha é chamado " Irlicht "; na Inglaterra é o " jack night lantern " que, em forma de fantasma, guiava os viajantes pelos charcos; na França é o sinistro " moine des marais " ( monge dos banhados ); em Portugal são as " alminhas ", as almas dos meninos pagãos ou almas penadas pagando seus pecados.
No Brasil, recebeu a denominação de " boitatá " ( do tupi " boi " = cobra; e " tatá " = fogo ), ou seja, cobra de fogo ou assombração luminosa que vagueia pelos campos, protegendo-os contra aqueles que querem incendiá-los.
A lenda do boitatá ou fogo-fátuo recebe, no Nordeste Brasileiro, a denominação de " fogo-corredor ". O escritor Câmara Cascudo relata que os pescadores de caranguejos o viam frequentemente, bailando sobre a lama dos manguezais.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Conhecendo a Lenda da Medusa

CONHECENDO A LENDA DA MEDUSA
Geraldo Victorino de França (Voinho)

Medusa é personagem da mitologia grega, conhecida por três versões um tanto parecidas. Na primeira, o rei do mar, Forco, teve três filhas, as Górgonas, criaturas aladas com pele de cobra e corpo de dragão. Medusa era, das três, a única mortal, e quem a contemplasse se transformava em pedra. Perseu, no entanto, exterminou a Medusa e ofereceu a sua cabeça a Atenas ( ou Minerva ), que a usava como ornamento de seu escudo. Do corpo agonisante de Medusa nasceram o cavalo alado Pégaso e o gigante Crisaor.
Na segunda versão, Medusa era a única Górgona, criatura monstruosa e temível. Para outros, foi uma jovem formosa, atormentada por sua cabeleira, formada por convulsivas serpentes.
A primeira versão é a mais generalizada e a de maior frequência na literatura clássica. Conta-se também que a antiga beleza de Medusa, com seus longos e maravilhosos cabelos, desapareceu por ter ofendido Atenas, que transformou seus cabelos em serpentes e seus olhos que petrificavam qualquer pessoa que a fitasse. Medusa foi morta por Perseu, com a ajuda de Atenas e Hermes. Os antigos contam que Perseu , depois de cortar-lhe a cabeça, passou a levá-la consigo em suas expedições guerreiras, para transformar em pedra os seus inimigos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Conhecendo a lenda de Apolo

CONHECENDO A LENDA DE APOLO
Geraldo Victorino de França (Voinho)

Apolo é o deus mais belo e mais conhecido da mitologia grega, que conduzia o carro do Sol, adorado como rei da luz, quer fosse a do dia, quer a do entendimento. Era filho de Zeus e de Leto e irmão gêmeo de Ártemis.
Um dos primeiros serviços prestados por Apolo foi eliminar, com as setas forjadas por Vulcano, a enorme serpente Piton, que molestava as pessoas nas proximidades de Parnasso. É a vitória do bem sobre o mal, simbolizados em Apolo e na serpente.
Para comemorar sua vitória, instituiu os Jogos Píticos, nos quais os gregos competiam em corridas, lutas e outros torneios. Com a ajuda de sua irmã Ártemis, Apolo exterminou os filhos de Niobe, que se vangloriavam de serem superiores a Leto.
Por ter morto os Cíclopes, gigantes que tinham um só olho, Zeus castigou Apolo, expulsando-o temporariamente do Olimpo.
Lutou contra Hércules, embora não tenha havido vencedor, pois Zeus separou os combatentes com um raio. Predileto entre os deuses, teve de enfrentar a cólera de Zeus quando participou de uma conspiração junto a Hera e Poseidon, na tentativa de impedir Zeus de descer à Terra para cortejar as mulheres mortais. Apolo foi condenado a servir de pastor para Leomedonte durante um ano.
Era músico e tocava lira. A musa Calíope deu-lhe um filho, Orfeu, que de todos os músicos era o que tocava com mais doçura. Outro de seus filhos, Fáeton, conduziu uma vez o carro do Sol em lugar do pai, e o fez tão mal que secou partes da Terra e deixou outras regiões desoladas e frias.

Profª Zilda e Dr. Profº França

Profª Zilda e Dr. Profº França

Esta é a mais nova netinha do Voinho, a Maria Valentina

ORAÇÃO DOS ANIMAIS DA POETISA IVANA M F NEGRI DECLAMADA POR BETTY GOFFMAN NO DOMINGÃO DO FAUSTÃO