"VOINHO"

Geraldo Victorino de França é engenheiro agrônomo, professor aposentado da Esalq/USP – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Foi casado com a professora Zilda Giordano Victorino de França, tiveram 4 filhos, 12 netos e cinco bisnetas. Os verbetes surgiram como um hobby,enviados pela Internet aos filhos e netos. São curiosidades e notas explicativas sobre temas diversos. Como são assuntos interessantes e educativos, surgiu a ideia de compilá-los num livro. Muitos desses verbetes já foram publicados na Enciclopédia Agrícola Brasileira, editada pela Esalq/USP e também na coluninha PLANETA TERRA que era publicada aos sábados no Jornalzinho, suplemento infantil do JORNAL DE PIRACICABA. Também já colaborou na coluna PECADOS DA LÍNGUA, coordenada por Elisa Pantaleão, veiculada aos sábados no jornal A GAZETA DEPIRACICABA.
É membro da Academia Piracicabana de Letras - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior

“Voinho” é o apelido carinhoso como é chamado pelos netos e bisnetas.

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Aprenda com o Voinho

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Geraldo e Zilda ( Voinho e Voinha)

Geraldo e Zilda ( Voinho e Voinha)

Voinho, neta e bisnetas

Aprendendo com o Voinho

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by Mara Bombo

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

CONHECENDO A CORDILHEIRA DO HIMALAIA


 Geraldo Victorino de França (Voinho)

              O termo " himalaia " significa " morada das neves ", nome dado à mais alta cadeia de montanhas da Terra, situada na Ásia Central, que se estende no sentido este-oeste por 3.000 km formando um arco,tendo ao norte o elevado Planalto do Tibet e ao sul, a extensa Planície Indo-Gangética. O ponto culminante é o Monte Everest, com 8.840m de altitude, a montanha mais alta da Terra. Possui ainda 28 picos que ultrapassam 7.000m de altitude.
                  Os geógrafos costumam dividir o Himalaia em duas partes: a) Himalaia Oriental, cortado por vales transversais e profundos e ostentando os mais altos picos, com as neves eternas começando a partir de 4.500m; b) Himalaia Ocidental, menos alto e mais seco, com as neves eternas surgindo somente após 5.500m de altitude.
                 O clima e a vegetação variam conforme a altitude e a vertente, setentrional ou meridional. De modo geral, nos trechos de menor altitude predominam o clima quente e úmido e a  vegetação de floresta tropical. Nas partes intermediárias ocorre clima mais ameno, com floresta de coníferas. Finalmente, nas grandes altitudes predomina clima mais frio, com campos de altitude e neves eternas.
                   O Himalaia ocupa terras da China ( Tibet ), Índia, Paquistão e dois pequenos reinados - Nepal e Butan.


sábado, 19 de outubro de 2013

CONHECENDO A FAUNA DA AMÉRICA DO NORTE


Geraldo Victorino de França (Voinho)

              A distribuição da fauna se correlaciona com os tipos de clima e de vegetação, ou seja, com os ecossistemas.
              Na zona Ártica da América do Norte, onde ocorre a tundra - tipo de vegetação constituída apenas por musgos, liquens e pequenas  plantas herbáceas, encontram-se poucas espécies animais, com destaque para: urso polar, boi-almiscarado, caribu, rena e raposa ártica,  além de outros pequenos animais como: lontra, castor, lemingue, etc.
               Na taiga ou floresta de coníferas, que ocorre em parte do Alaska, norte do Canadá  e sul da Groenlândia, vivem animais como: alce, urso negro, castor, esquilo, lobo, raposa, etc.
            Na parte central do continente, onde predominam as pradarias, encontram-se: bisão, coióte, antílope, puma, cascavel, roedores, etc. Quando o homem utiliza as pradarias como pastagens naturais, geralmente ele substitui os herbívoros nativos por espécies domésticas, como bovinos carneiros e cabras,
                Nos desertos do oeste norte-americano e do norte do México, encontram-se principalmente: roedores, cobras e lagartos.
                Nas Montanhas Rochosas vivem: águia, urso cinzento, puma, lince, etc.
                Nas florestas tropicais da América Central encontram-se: anta, tamanduá, macacos, répteis, etc.
                 Nos rios, lagos e pântanos encontram-se: aligator, tartaruga, salmão, truta, etc.
                 Finalmente, no litoral e mares continentais encontram-se: baleia, lontra-marinha,

morsa, leão-marinho, pelicano, flamingo, bacalhau, barracuda, arenque, peixe-espada, tartaruga-marinha, camarão, caranguejo, etc.  

domingo, 13 de outubro de 2013

CONHECENDO A FLORA DA AMÉRICA DO NORTE


Geraldo Victorino de França (Voinho)

                 Os tipos de vegetação natural estão correlacionados com os tipos de clima. Em escala local, o relevo e o solo provocam alterações, bem como a ação do homem.
                 Na América do Norte, encontram-se as seguintes formações vegetais:
                 1. Tundra. Na zona Ártica, que  abrange o Alaska, o norte do Canadá e a Groenlândia, devido ao frio intenso, o solo apresenta " permafrost " - subsolo permanentemente congelado; e a vegetação típica é a tundra, composta por musgos, liquens, algumas plantas herbáceas e raros sub-arbustos, tais como: bétula, abeto e salgueiro.
                  2. Taiga.À medida que a temperatura se torna menos severa, aparece a taiga  ou
floresta de Coníferas, com predominância de pinheiros e lariços.
                  3. Floresta mista. Composta por uma mistura de árvores latifoliadas ( de folhas
largas ) e coníferas, que ocorre nas vertentes do Oceano Atlântico.
                  4. Pradaria. Na parte central  do continente predomina a pradaria, tipo de vegetação herbácea, que forma uma cobertura contínua, na qual predominam as gramíneas, podendo existir também ciperáceas e algumas plantas semi-lenhosas. A pradaria assemelha-se à savana africana, servindo como pastagem para  os animais herbívoros.
                  5. Estepe. À medida que o clima se torna mais árido, caminhando para oeste, surge a estepe, caracterizada por uma cobertura herbácea descontínua, às vezes reduzida a simples tufos. O nome estepe é de origem russa, país onde recobre grandes áreas.
                  6. Deserto. Nos planaltos áridos do Arizona e do norte do México, devido à escassez de chuvas, a vegetação é herbácea e muito  rarefeita. Aparecem também plantas xerófitas - adaptadas a ambientes secos, tais como cactáceas e bromeliáceas.

                  7. Floresta tropical. Na América Central, onde o clima é quente e úmido, aparece a floresta tropical, com predominância de árvores latifoliadas, acompanhadas de palmeiras  e cipós.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

CONHECENDO AS RELAÇÕES PLANTA/ATMOSFERA


Geraldo Victorino de França (Voinho)

             A capacidade de realizar Fotossíntese - assimilação do dióxido de carbono atmosférico pela clorofila - distingue as plantas das outras formas de vida, com exceção e certas bactérias.
Esta função de sintetizar as complexas moléculas orgânicas, necessárias à vida, a partir  de moléculas inorgânicas simples, utilizando a energia solar, significa que quase todos os outros organismos vivos dependem, direta ou indiretamente, das plantas como fontes de compostos orgânicos.
          A energia solar é transformada em energia química, armazenada na sacarose e em outros compostos como amido, proteína e óleo.
Posteriormente, a energia química é usada  na respiração para " queimar " ( oxidar ) vários compostos orgânicos, liberando água e gás carbônico, processo que ocorre em todas as células vivas das plantas.
       
Há, portanto, um fluxo de energia  através da planta, envolvendo: luz solar (fonte de energia ); fotossíntese ( conversão de energia ); e respiração ( utilização de energia). Ao mesmo tempo, ocorrem absorções e perdas de CO2 e O2, pela fotossíntese e pela respiração.
                 Durante o dia, as plantas absorvem pela fotossíntese mais CO2 da atmosfera do que perdem na respiração. Ao mesmo tempo, pela fotossíntese, perdem mais O2 do que absorvem  pela respiração.
                 De madrugada e ao anoitecer, com menos luz solar para realizar a fotossíntese, as plantas perdem e absorvem quantidades semelhantes de O2 e CO2.
                 Durante a noite, na ausência de luz solar, não ocorre a fotossíntese. Porém, a respiração continua, num processo em que o O2 é absorvido e o CO2, eliminado

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

CONHECENDO A FAUNA DO SOLO


Geraldo Victorino de França ( Voinho)

            É grande a quantidade de organismos que vivem no interior do solo. A maioria pertence ao reino vegetal, porém, muitos animais são encontrados no solo, representados tanto pela macrofauna como pela microfauna.
             Os animais pertencentes à macrofauna são principalmente: a) animais fossadores - tatu, toupeira, etc.; b) roedores - rato, esquilo terrestre, marmota, musaranho, etc.; c) insetos - formigas, besouros, térmitas ( cupins ), larvas, etc.; d) miriápodes - centopéias, etc.; e) minhocas; f) ácaros; g) lesmas e caracóis.
              A microfauna do solo é constituída por: a) nematóides; b) protozoários; c) rotíferos.
              Esses organismos promovem a agregação das partículas do solo e são responsáveis
por várias ações: a) decomposição da matéria: b) formação do húmus - de grande importância para a fertilidade do solo; c) liberação de nutrientes minerais essenciais à vida das plantas, como: N, P, K, Ca, Mg, S, etc.
               Os organismos do solo - vegetais  e animais, desempenham papel importante na formação do solo e também nas suas propriedades físicas e químicas, como porosidade, retenção  de água e fertilidade do solo.


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Voinho e as bisnetas gêmeas

Voinho, Ana Laura e Ana Liz


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

CONHECENDO A FLORA DO SOLO


Geraldo Victorino de França (Voinho)

            Os organismos vegetais que vivem no interior do solo são mais numerosos e, sob certos aspectos, mais importantes do que os  animais. Isto é verdade principalmente no que diz respeito aos estágios finais da decomposição da matéria orgânica, da síntese do húmus e da liberação dos nutrientes minerais, necessários à nutrição das plantas superiores: N, P, K, Ca, etc.
             A macroflora do solo é representada pelas raízes das plantas superiores e, em menor proporção, pelos caules subterrâneos ( bulbos, tubérculos, rizomas ); e a microflora é constituída por: a) algas; b) fungos; c) bactérias; d) actinomicetos.
              As raízes travam o solo, impedindo o seu arrastamento pela erosão; e quando morrem enriquecem o solo em matéria orgânica, importante sob o ponto de vista da fertilidade do solo.
               Dentre as muitas funções dos microorganismos do solo, cabe destaque para: a) bactérias fixadoras do nitrogênio atmosférico, que vivem em simbiose nas raízes das Leguminosas; b) micorrizas, que são associações simbióticas entre as raízes das plantas superiores e determinados fungos do solo, que favorecem a absorção dos nutrientes minerais.

      Os microorganismos fixadores do nitrogênio atmosférico podem ser: a) simbióticos,como os Rhizobium; b) não-simbióticos, subdivididos em: b1) aeróbicos, como os Azotobacter;b2) anaeróbicos, como os Clostridium.

domingo, 15 de setembro de 2013

CONHECENDO SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS


Geraldo Victorino de França (Voinho)

            Sinônimos são palavras que têm o mesmo significado, ao passo que antônimos são palavras de significado oposto. Exemplos:
           
             Palavra     Sinônimo   Antônimo
        1. Belo              Bonito           Feio
         2. Gordo            Obeso          Magro
         3. Brado            Grito             Silêncio
         4. Apagar          Extinguir        Acender
         5. Certo            Exato            Errado
         6. Verídico       Verdadeiro     Falso
         7. Antagonista   Adversário    Companheiro
         8. Diáfano        Transparente  Opaco
         9. Anarquia       Desordem       Ordem
        10. Louvor         Elogio             Crítica
        11. Benevolência  Bondade      Maldade
        12. Evoluir           Progredir       Regredir
        13. Perto             Próximo         Longe
        14. Ancião           Velho             Jovem
        15. Simpatia        Afeição          Antipatia
        16. Conciliar        Concordar       Discordar
        17. Andar            Caminhar       Parar
        18. Amar             Adorar            Odiar
        19. Ratificar       Confirmar        Discordar
        20. Liberar         Autorizar        Desautorizar

terça-feira, 10 de setembro de 2013

CONHECENDO AS AVES PARASITÁRIAS


Geraldo Victorino de França (Voinho)

          Cerca de 80 espécies de aves, pertencentes a diversas famílias, são totalmente parasitárias na época da incubação, pondo os ovos em ninhos que não são seus e deixando os filhotes aos cuidados de outras aves. Existem outras espécies que são parcialmente parasitárias, fazendo habitualmente os próprios ninhos e cuidando dos filhotes, mas às vezes depositam os ovos em ninhos de outras aves.
         É entre os patos que se encontra  o maior número desses parasitas. Mais de 20 espécies depositam os ovos, pelo menos de vez em quando, nos ninhos dos vizinhos; um marreco norte-americano assim procede com  mais frequência do que da maneira habitual.
          A mais famosa das aves parasitárias é o cuco - da Europa, Ásia e África. Mais de 300 espécies de aves são parasitadas por esse mestre da intromissão em ninhos alheios. Para abrir espaço para si, em ninho pequeno, o filhote de cuco contorce-se e agita-se até que os companheiros ou os ovos não eclodidos caiam do ninho.
     Enquanto metade dos cucos do Velho Mundo são parasitas, os do Novo Mundo não o são, com poucas exceções.

        No Novo Mundo, os pássaros-pretos ou chupins constituem o principal grupo de aves parasitárias. Cada um dos filhotes de chupim  é criado às custas de um ou dois filhotes da ave hospedeira, principalmente do tico-tico.

sábado, 7 de setembro de 2013

CONHECENDO AS AVES AQUÁTICAS


Geraldo Victorino de França (Voinho)

              Existem diversas ordens e famílias de aves adaptadas à vida aquática, as quais nas
antigas classificações abrangiam as aves " palmípedes ", isto é, com patas palmadas. Essas aves possuem dois dedos das patas unidos por uma membrana natatória, como as gaivotas e os albatrozes; ou os quatro dedos unidos, como os pelicanos e os cormorões.
               Os pinguins são aves aquáticas que também possuem patas palmadas, mas cujas asas foram transformadas em nadadeiras. Portanto, não voam mas estão adaptadas à locomoção na água. Esses três grupos de aves aquáticas frequentam ambientes marinhos.
                Calcula-se que existam 260 espécies de aves marinhas e cerca de 600 espécies de
aves ribeirinhas - de lagos, pântanos e alagadiços. Estas últimas incluem as chamadas aves
" pernaltas " - com pernas compridas e, às vezes, pescoço longo, como garça, flamingo, cegonha, íbis, etc. Outro grupo é constituído por patos, gansos, cisnes, etc.

                 Cumpre destacar a influência da corrente oceânica de Humboldt, que vem do sul  e corre junto à costa ocidental da América do Sul, a qual é rica em plâncton - base da cadeia alimentar nos mares. Em conseqüência, milhares de aves marinhas se concentram nessa área, dando origem aos depósitos de " guano "- constituído  por excrementos dessas aves e que é empregado como adubo, representando uma das principais fontes de renda do Peru. 

Profª Zilda e Dr. Profº França

Profª Zilda e Dr. Profº França

Esta é a mais nova netinha do Voinho, a Maria Valentina

ORAÇÃO DOS ANIMAIS DA POETISA IVANA M F NEGRI DECLAMADA POR BETTY GOFFMAN NO DOMINGÃO DO FAUSTÃO